10 de junho de 2026

“É a palavra dela contra a da gente”: novas conversas de Robinho sobre estupro coletivo são divulgadas

"A única coisa boa é que os caras na discoteca não tinham câmera, porque se pegasse a câmera, os caras iam pegar eles até no Brasil", diz Robinho

Jornal GGN – O UOL Esporte divulgou nesta sexta (11) novas conversas entre Robinho e amigos acusados de participar de um estupro coletivo na Itália, em 2013. Nesta quinta (10), a justiça italiana confirmou a condenação do jogador em segunda instância.

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Apesar disso, na visão de especialistas em direito internacional, mesmo com o eventual trânsito em julgado, Robinho não será preso para cumprir a pena de 9 anos de regime fechado. Isto porque o Brasil não tem lei para extraditar brasileiros natos, apenas aqueles que adquiriram cidadania brasileira.

Nas novas conversas divulgadas, Robinho diz que oito caras “rangaram” a mulher de 23 anos. Eles celebram o fato de que não havia câmeras no local onde aconteceu o crime. Dessa forma, seria a palavra da vítima contra a dos acusados, e assim, ela teria dificuldade de provar o estupro. A preocupação de Robinho, porém, era o caso vazar na imprensa e a mulher ter ficado grávida, pois o DNA provaria que ela estava certa.

Robinho: então, e agora mano? Vai entender se a menina teve filho. Ninguém sabe se ela teve, se ela não teve, a polícia não vai falar.

Amigo 1: Então, por exemplo, se ela não teve filho é a palavra dela contra a da gente, não tem como ela acusar, agora se ela teve filho é puxado hein.

Robinho: É, então, mas eu não sei se a menina teve ou se não teve […] o cara que o Jairo [músico que tocava na boate no dia do crime] contratou falou assim: “- ó, a única coisa boa é que os caras tá lá no Brasil e na discoteca não tinha câmera, porque se pegasse a câmera os caras iam pegar eles até no Brasil, como não tinha câmera vai ficar meio embaçado pra mina provar que estupraram ela se ela não estiver grávida.”

Robinho ainda admite nas conversas ter presenciado vários amigos transando com a mulher que alegou sexo não consensual. Ele diz que não participou do “trabalho” por ter ficado impotente. Mas em outras gravações, ele reconheceu que enfiou o pênis na boca da vítima desacordada.

O jogador ainda aconselhou um dos investigados a retornar o Brasil porque sua situação na Itália era irregular e se ele fosse depôr no caso do estupro coletivo, provavelmente seria preso no ato e extraditado.

Leia as conversas aqui.

 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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