O Supremo Tribunal Federal (STF) dá início nesta quinta-feira (24) a uma nova etapa do processo que apura a tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições de 2022. Começam a ser ouvidos os réus dos chamados núcleos 2 e 4 da trama golpista, entre eles figuras centrais como o general da reserva Mário Fernandes, o ex-assessor presidencial Filipe Martins e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.
General Mário é acusado de arquitetar plano para matar Lula, Alckmin e Moraes
Apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por elaborar o plano batizado de Punhal Verde e Amarelo, Mário Fernandes teria detalhado ações para a “neutralização” do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Fernandes, que esteve à frente do Comando de Operações Especiais em Goiânia — reduto dos chamados kids pretos — e atuou na Secretaria-Geral da Presidência, imprimiu o documento com o plano dentro do Palácio do Planalto. Logo depois, dirigiu-se ao Palácio da Alvorada, onde teria apresentado o conteúdo a Bolsonaro.
“Quem tem a tropa na mão é o comandante de Operações Especiais”, afirma trecho de um áudio obtido pela Polícia Federal (PF), enviado pelo coronel Hélcio Franco ao ex-militar Ailton Barros, também acusado no caso. “Acho melhor coordenar esse assunto com o Mário”, diz ainda a gravação, considerada prova do papel central de Fernandes na articulação golpista.
Segundo o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Fernandes fazia parte do grupo mais radical de militares envolvidos nos bastidores da tentativa de ruptura democrática. Por meio de sua defesa, o general nega todas as acusações.
Fernandes está preso preventivamente desde novembro de 2024, quando foi alvo da operação Contragolpe, que mirou militares e ex-assessores ligados a Bolsonaro.

Ligação com os “kids pretos” amplia gravidade das acusações
Conversas interceptadas pela PF indicam que Mário Fernandes era a ponte entre os articuladores do plano de execução de autoridades e os chamados kids pretos — integrantes do núcleo 3 da trama, composto por militares de alta patente. Esses oficiais teriam sido acionados por Fernandes para garantir a adesão do Comando de Operações Especiais ao plano golpista.
Mensagens obtidas com autorização judicial mostram que outros envolvidos contavam com a interferência direta de Fernandes para influenciar o então comandante da unidade, o general Carlos Alberto Rodrigues Pimentel, justamente com o objetivo de mobilizar os kids pretos.
O próprio coronel Hélcio Franco, também réu, mencionou a necessidade de articular com Fernandes para garantir a execução da emboscada contra Moraes, Lula e Alckmin — ação que, segundo a PGR, foi planejada dentro do núcleo 3. De acordo com a Procuradoria, o grupo também pretendia provocar um fato de forte impacto e comoção social que justificasse a intervenção militar.
Os integrantes do núcleo 3, serão interrogados na próxima segunda-feira (28), em sessão virtual conduzida por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Entre os réus estão coronéis, tenentes-coronéis e um policial federal.
Com a relação direta entre o general e os kids pretos mapeada pela investigação, a atuação de Mário Fernandes se consolida como um elo estratégico entre a concepção do plano golpista e sua tentativa de operacionalização militar.

Núcleos 2 e 4: ações ilegítimas e desinformação
Os réus que começam a ser ouvidos hoje fazem parte dos núcleos 2 e 4 do processo. O núcleo 2 é composto por aliados diretos de Bolsonaro que teriam organizado ações para “sustentar a permanência ilegítima” do ex-presidente no cargo, mesmo após a derrota nas urnas.
Já o núcleo 4 reúne investigados por espalhar notícias falsas e ataques a instituições, contribuindo para a criação de um ambiente social favorável ao golpe. Entre os réus estão militares da reserva, policiais federais e dirigentes de institutos que promoviam desinformação.
A sessão desta quinta-feira será transmitida ao vivo pela TV Justiça, como ocorreu com os interrogatórios do núcleo 1.
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Fernando Bonato
24 de julho de 2025 5:45 pmEnquanto não prenderem todoa golpistas,fica esse teatro e não haverá paz
Rui Ribeiro
24 de julho de 2025 7:43 pmTeologia $eletiva?
Teólogo protocola pedido de impeachment do Ministro Barroso porque este afirmou que o Brasil derrotou o Bolsonarismo para salvar a democracia. $érgio Moro disse:
“Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] na fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate a corrupção? E tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A ‘lava jato'”.
Porque o teólogo manteve o rabo entre as pernas quando o $érgio Moro cometeu esse sincericídio?
Rui Ribeiro
24 de julho de 2025 8:04 pmErro de português
(Oswald de Andrade)
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
A “Professora” Xandra de Moraes cometeu erro de português ao afirmar que ‘a justiça é cega MAIS não é tola?’
O português.
Rui Ribeiro
24 de julho de 2025 8:22 pmA Familícia da o drible da vaca louca no STF com a chancela do Fux.
E aí, Professora Xandona?
Rui Ribeiro
24 de julho de 2025 8:59 pmSe os países se desesperarem em vez de se unirem pra fazer frente ao tarifaço trumpiano, o Trump sairá vitorioso e o mundo, derrotado. Mas se os países não se desesperarem e não passarem a negociar suas respectivas soberanias e dignidades, se, em vez disso, se unirem, então o Trump nao terá saída a nao ser a negociação e terá como aliada a população estadunidense prejudicada com a inflação.
Podemos aguentar só um pouquinho?
Rui Ribeiro
24 de julho de 2025 9:01 pmSe os países se desesperarem em vez de se unirem pra fazer frente ao tarifaço trumpiano, o Trump sairá vitorioso e o mundo, derrotado. Mas se os países não se desesperare e não passarem a negociar suas respectivas soberanias e dignidades; se, em vez disso, se unirem, então o Trump não terá saída a não ser a negociação e terão como aliada a população estadunidense prejudicada com a inflação e todos sairão vitoriosos.
Podemos aguentar só um pouquinho?
Rui Ribeiro
25 de julho de 2025 10:00 am“Não roubei cofres públicos, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso é o símbolo da máxima humilhação do nosso país. Uma pessoa inocente. (…) O que fazem com um ex-presidente. Vamos enfrentar tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”. – Bolsonaro
Mas pintou um clima com menores, debochou de pessoas 1ue morreram com covid, desviou jóias, sua mulher se locupletou com o cartão corporativo, houve corrupção na chesf, etc.
Se piadas nao fraudam o INSS, então o Léo Lins pode discriminar minorias à seu bel-prazer