10 de junho de 2026

Luiz Fux pede para deixar a 1ª Turma do STF

Se o Fachin aceitar a transferência, o novo ministro indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará com a vaga de Fux na 1ª Turma
Reprodução Youtube

Ministro quer vaga de Barroso, que anunciou aposentadoria, e deve atuar com Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux pediu transferência da 1º para a 2ª Turma da Corte nesta terça-feira (21), decisão que caberá ao presidente Edson Fachin.

Além de manifestar o objetivo em plenário, Fux justificou o pedido em documento encaminhado a Fachin, em que usa o artigo 19 do Regimento Interno do STF e alega haver “a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso”.

Se o Fachin aceitar a transferência, o novo ministro indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará com a vaga de Fux na 1ª Turma, para atuar com Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Já Fux, na 2º Turma, estará ao lado de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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4 Comentários
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  1. José

    21 de outubro de 2025 10:35 pm

    Essa manobra pode criar uma turma bolsonarista (ao lado de André Mendonça e Nunes Marques eles formariam maioria na turma), circunscrevendo uma maioria não bolsonarista à primeira turma. Na prática, a minoria bolsonarista (Mendonça e Marques mais Fux) só perderia no plenário. Corre-se o risco do bolsonarismo virar o jogo em todos os temas que cairem na segunda turma. É fundamental barrar essa mudança!

  2. Rui Ribeiro

    22 de outubro de 2025 8:01 am

    Fux tá com o rabo preso nas mãos do Trump e não pode condenar os golpistas por mais que seus crimes saltem à vista.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    22 de outubro de 2025 9:27 am

    A rotina na arena política é inevitavelmente espetacularizada, pois os líderes partidários devem ser vistos. A existência deles e o poder que eles exercem ou almejam exercer, são condicionados mais pela percepção que o público tem dessas duas coisas do que pela realidade do que eles fazem ou deixam de fazer.
    A rotina num Tribunal é diferente. A obrigatoriedade de publicidade nesses casos recai sobre os atos processuais que os juízes praticam e não sobre as pessoas deles. É por isso que a Lei Orgânica da Magistratura veda a superexposição do juiz e o CNJ criou regras para moderar a atuação deles nas redes sociais. De maneira geral, a carreira do juiz só interessa ao próprio juiz. Ela pode eventualmente interessar à parte incumbida de alegar suspeição ou impedimento dele num determinado caso, mas toda discussão ficará confinada no respectivo processo.
    Antes da nomeação para uma cadeira no STF, o candidato obviamente tem que se expor. Depois que foi nomeado ele faria um serviço maior ao país se evitasse a superexposição. Em que Turma ele está, qual é a opinião dele sobre uma determinada questão ou sobre os colegas do Tribunal não deveria ter relevância política ou interferir no funcionamento da Corte. O Ministro do STF é vitalício. Ele não precisa nem de aplausos, nem de votos. Tampouco precisa ser visto e amado pelo “respeitável público”, até porque sempre que proferir uma decisão importante ele inevitavelmente despertará a frustração e o ódio de uma parcela da população.
    Essas eram coisas triviais que primeiro foram esquecidos e depois acintosamente desprezados. Os fundamentos básicos da atuação dos magistrados que os protegiam do escrutínio permanente da imprensa e do público começaram a ser abandonados por Gilmar Mendes quando Lula assumiu a presidência. Desde então, as coisas pioraram tanto que agora até o pedido de transferência de Luiz Fux se tornou público e intensamente debatido. Isso é realmente necessário?
    Os juizes não deveriam almejar o estrelado. Se desejam um público pequeno eles devem abandonar a carreira e se tornar atores de teatro. Se tem ambições políticos e almejam participar do grande circo político nacional eles devem disputar cargos parlamentares e senatoriais. Nada impede um Ministro do STF de ter a ambição de ser presidente da república, mas ele não deve se apresentar como candidato ao cargo quando atua nos processos. Isso é muito inadequado, pois fragiliza não apenas o Tribunal mas a percepção da imparcialidade dele.

  4. Maria Amelia Dickie

    22 de outubro de 2025 6:50 pm

    Triste fim deste que não faz jus a Policarpo Quaresma.

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