O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), se posicionou contra a proposta de mandatos fixos para a Corte por acreditar que a questão se torna um Cavalo de Troia para outras questões.
Entre as questões citadas por Mendes em entrevista ao jornal O Globo, está a forma de divisão da indicação do presidente com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
“Eu não acho que valha a pena reproduzir o modelo das indicações para o Tribunal de Contas da União (TCU). E acho curioso também, do ponto de vista de momento, que se escolha logo o STF como alvo da primeira reforma. Já falei isso para o próprio Pacheco. Na verdade, eu acho até que seria bom que tivéssemos nomes como o de Rodrigo Pacheco no Supremo”, afirmou.
Além disso, o ministro afirmou não ver problemas em uma eventual indicação do advogado Cristiano Zanin Martins para a próxima vaga a ser aberta no STF. “Estávamos em algum lugar e tínhamos conexões com a vida política. Isso está dentro de um certo contexto político e ideológico. O fundamental é que saiba Direito e que seja honesto”, ressaltou o decano.
Sobre as invasões ocorridas no STF em 08 de janeiro, o ministro diz que o tribunal sai mais consciente de seu papel na democracia brasileira, e destaca a atuação da presidente da Corte, ministra Rosa Weber que soube, na visão do decano, conduzir o episódio “com firmeza e sem nenhum estardalhaço”.
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