24 de junho de 2026

Mesmo com decisão de Gilmar, PF faz operação recheada de coercitivas

Foto: Nelson Almeida/ AFP
 
Jornal GGN – A Polícia Federal anunciou na manhã desta segunda (5) uma nova fase da Operação Carne Fraca que soma 27 mandados de condução coercitiva, a despeito da liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes em dezembro do ano passado.
 
Na decisão sobre as ADPF 395 e 444, ações movidas pelo PT e OAB, Gilmar Mendes acolheu o argumento de que a condução coercitiva de investigados ou suspeitos exclusivamente para interrogatório viola direitos constitucionais.
 
A liminar, contudo, não se estende sobre outras hipóteses, como condução coercitiva de testemunhas, ou de investigados ou réus para atos que não sejam o de interrogatório, como o reconhecimento, por exemplo. A nova fase da Carne Fraca não divulgou detalhes sobre as conduções. 
 
Até o momento, a operação Trapaça, que investiga fraudes laboratoriais perante o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, confirmou a prisão do ex-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria e do ex-diretor-vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior.
 
Aproximadamente 270 policiais e 21 auditores fiscais federais agropecuários participam das ação coordenada entre a PF e o Ministério da Agricultura.
 
A OPERAÇÃO
 
Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, que apoia a operação da PF, explicou que o objeito é “apurar indícios de fraudes em emissão de laudos de laboratórios privados que realizam processo de controle de qualidade e certificação de produtos para o mercado.”
 
Pelas suspeitas, esses laboratórios manobraram para esconder a condição sanitária dos lotes de animais e de produtos. “O foco principal é a fraude nos resultados associados ao grupo de bactérias Salmonella”, comum em aves.
 
“(…) há dois tipos de Salmonela que são danosos à saúde pública e dois à saúde animal. Ao serem detectados devem desencadear uma série de procedimentos dentro de granjas e nos produtos, com objetivo de garantir a segurança alimentar do consumidor”, destacam.
 
De acordo com as informações preliminares, as fraudes para burlar o Serviço de Inspeção Federal do Ministério contava com anuência de executivos da BRF, incluindo o corpo técnico e profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da própria empresa.
 
 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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13 Comentários
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  1. emerson57

    5 de março de 2018 1:28 pm

    Guerra

    Esse é o Brasil antinacional, performático e autodestruitivo do golpe militar, judiciário e midiático.

    Mandam os feitores (pagos pela viúva) fazer qualquer merda sem problema porque a globo enfeita e confeita,  depois.

    Haja saco e imbecilidade para tolerar a versão aberrante e póstuma da Mirian Leitão e do Alexandre Garcia.

    É verdade: Quem assiste o plimplim, merece! 

     

    1. Aleandro Chavez

      5 de março de 2018 1:30 pm

      Isso aí. Ser nacionalista é

      Isso aí. Ser nacionalista é aceitar que nossa população consuma carne com salmonela. 

      1. Cesar Monatti

        5 de março de 2018 3:48 pm

        do post “Os três mundos”, citado no comentário anterior

        “Sem dúvida, estas instituições com base no Brasil não são geridas apenas por “mocinhos” e tampouco os “bandidos” estão de um lado só, como nos velhos faroestes. Muito menos ainda, um projeto político de país deve proteger os nossos “perversos” contra os “perversos” de outras nações.”

      2. emerson57

        5 de março de 2018 4:42 pm

        quase

        “Ser nacionalista é aceitar que nossa população consuma carne com salmonela.”

        Quase o sr. acertou! Phaltou um tiquim. Ou melhor, sobrou.

        O correto é:

        “Ser nacionalista é aceitar que nossa população consuma carne”

      3. Ugo

        5 de março de 2018 4:45 pm

        revoada do troll demente

        e sempre testa da cazzo

      4. Getulio Evangelista Neto

        5 de março de 2018 4:54 pm

        Carne Brásileira

        Deixa de ser bobo, a carne brasileira e das melhores e mais naturais do mundo… É por sermos extremamente competitivos e produzirmos qualidade que estamos sofrendo esse tipo bombardeamente, como pratica desleal para destruir nosso competente mercado de proteinas… Seja nacionalista!!

        1. Aleandro Chavez

          6 de março de 2018 11:13 am

          Neste casos, o erro estaria

          Neste casos, o erro estaria nas exigências para comercialização da carne.

          O fato é que a empresa fraudou os testes.

  2. Aleandro Chavez

    5 de março de 2018 1:29 pm

    Nassif,
    A PF não pode

    Nassif,

    A PF não pode determinar uma condução coercitiva.

    Ou seja, a PF realiza uma operação recheada de conduções coercitivas porque um juiz federal autorizou essas medidas.

  3. Silvio Torres

    5 de março de 2018 1:32 pm

    Quem são

    Nassif, seria interessante uma análise da sua parte sobre essa operação, unindo o histórico, o presente e o que seriam os objetivos futuros dela. 

    O ex presidente da BRF é neto de Gilberto Faria de Andrade, que era casado com a mãe de Aécio Neves. Não são muitas pontas soltas esperando alguém para uní-las?

    Num curto espaço de tempo temos Andreia Neves, Oswaldo Borges e agora o Pedro Faria no xilindró. 

    Seria um recado direto para o Aécio se manter longe dos holofotes e dos bastidores da política?

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    5 de março de 2018 1:36 pm

    Repito aqui o mesmo

    Repito aqui o mesmo comentário que postei em outro lugar.

    O ato fundador de qualquer tirania é a violência.

    A violência contra as instituições rapidamente se transforma em violência contra as pessoas indesejadas.

    Com o tempo, as longas mãos armadas do Estado ganham autonomia e passam a se movimentar com mais e mais desenvoltura.

    Mas as coisas se tornam realmente desgradáveis quanto os policiais/militares percebem que eles mesmos são a única fonte do poder exercito pelo tirano.

    Em troca de proteção, o tirano se vê constrangido a protege-os. 

    Libertos de quaisquer limites legais, os policiais/militares começam a agredir, chantagear, torturar e matar qualquer pobre coitado que eles consigam agarrar. 

    É nesse momento que o combate a tirania acaba se popularizando e compromete decisivamente a permanência do usurpador no poder. 

  5. Cesar Monatti

    5 de março de 2018 2:36 pm

    Mais uma “pedra cantada” aqui no GGN

    Faltava este setor ser torpedeado, como, de  certa forma, foi antecipado no post “Os três mundos”, aqui no ambiente do GGN.

     

    “No mundo da globalização fabulosa da economia, o país audaciosamente desbordou de suas fronteiras em vários campos. Entre os mais importantes estavam o das grandes obras de engenharia, o da produção de aço, o da transformação de carnes, o da industrialização e engarrafamento de bebidas e, naturalmente, o do petróleo.”

  6. ze sergio

    5 de março de 2018 2:49 pm

    Mesmo….

    AntiCapitalismo de Estado. Em grande parte, estamos colhendo o que aventuras ideológicas plantaram. Mas em outra parte, vemos a tentativa de Temer em destruir as ‘Campeãs Nacionais’. Politica eficiente e inovadora do governo anterior. E pavimentar a volta das Privatarias e do Tucanistão. Coincidência, a pancada agora ser encima de BRF, que Temer havia mexido ‘os pauzinhos’ dos Fundos de Pensão da Petrobrás, para destituir Abilio Diniz? O Brasil ´ é o País das Coincidências. Destruir um Setor Econômico, Marcas e Industrias Brasileiros onde não temos concorrentes à altura no cenário mundial? Destruir Empregos e Tecnologia altamente Especializados e Nacionais? Estão preocupados com os números da Economia e Empregos Nacionais ou apenas com seus ‘umbigos’ e a Guerra Política? O Povo? Ora, o Povo?! (P.S. Na Operação Lava Jato e outras da PF, foram indiciados CENTENAS de Empresas Estrangeiras. Existe algum Diretor ou Empresário Estrangeiro, preso por tais práticas?) O Brasil é de muito fácil explicação. 

  7. JB Costa

    5 de março de 2018 4:27 pm

    Duzentos e setenta policiais

    Duzentos e setenta policiais federais mobilizados para cumprir mandatos envolvendo indiciados primários que, pelo menos em tese, não ofereceriam nenhuma resistência aos agentes da Lei, parece exagero. Mesmo se ponderarmos a necessidade de, eventualmente, serem procedidas buscas, ainda assim é desproporcional a mobilização de tanta força. 

    É de se pensar que o policiamento de nossas fronteiras estão devidamente guarnecidas, o tráfico de drogas está perdendo a guerra para o aparato repressivo(à frente a PF), e que as demais operações/investigações da alçada da Polícia Judiciária da União não sofrem problemas de solução de continuidade.

    O espalhafato não atenta apenas contra a discrição que deve reger ações da espécie, mas também onera os cofres públicos pela sub-utilização de recursos materiais e humanos que de outro modo seriam melhor empregados. 

     

     

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