Mesmo negando soltura de Lula, Celso de Mello mantém Moro sob espada, dizem magistrados

Ministros do STF e do STJ avaliaram que Celso de Mello "deixou pistas de suas dúvidas sobre a atuação de Moro"

Ministro do STF Celso de Mello. Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Integrantes do Supremo Tribunal Federal avaliam que, ao pontuar que a rejeição da soltura imediata de Lula não compromete sua avaliação sobre a suspeita de parcialidade do Sérgio Moro ao julgar as ações da Lava Jato, o ministro Celso de Mello manteve uma espada sobre a cabeça de Moro. A informação é da coluna Painel da Folha de S.Paulo.

Nesta terça-feira (25), a Segunda Turma do STF decidiu por 3 votos a 2, negar o pedido de soltura imediata do ex-presidente, preso desde abril de 2018 após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex, em uma ação que já vinha mostrando fortes indícios de parcialidade do então juiz Sérgio Moro e agora ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro.

Votaram contra a soltura imediata do ex-presidente Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia, enquanto Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor.

O julgamento do pedido de habeas corpus de Lula começou em dezembro, quando Fachin e Cármen Lúcia votaram contra o ex-presidente. Na ocasião, Gilmar pediu vistas do processo.

Mas, semana passada o ministro liberou o processo para julgamento, em meio a crise da Vaza Jato, o escândalo revelado por uma série de reportagens do Intercept Brasil, que começaram a ser divulgadas em 9 de junho, mostrando que Moro contribuiu para a formulação de provas contra Lula no caso triplex – ação legalmente incompatível com a função de juiz e que só deveria caber ao órgão acusador, o Ministério Público Federal.

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Além do pedido de soltura de Lula, estava previsto que o colegiado analisará o pedido de suspeição de Moro, mas os ministros da Segunda Turma decidiram adiar a discussão para o segundo semestre.

Ainda segundo a coluna Painel, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também avaliaram que Celso de Mello “deixou pistas de suas dúvidas sobre a atuação de Moro”.

“Eles viram na fala do decano sinais de que, no mérito, ele pode acompanhar a ala garantista da corte”, completou Daniela Lima que assina a coluna.

O voto de Celso de Mello foi decisivo para o desfecho dO julgamento de ontem – foi o último a dar sua palavra após empate. O ministro considerou que Lula não tinha ainda requisitos para obter sua liminar de soltura, entretanto destacou que o voto proferido nesta terça não será, necessariamente, o mesmo que irá proferir quando a turma julgar o mérito do habeas corpus.

“O fumus boni iuris [fumaça do bom direito] está descaracterizado, na verdade, quer pela existência de três títulos condenatórios, emanados do juízo de primeiro grau, do TRF-4 e do STJ, seja também especialmente quando se discute a questão da revelação de fatos e eventos por aquele portal The Intercept Brasil, pela própria iliquidez daqueles fatos”, disse Celso.

“Em razão de seu conteúdo haver sido contestado pelo ex-juiz federal Sérgio Moro quanto à sua autenticidade, havendo ele afirmado –correta ou incorretamente, não vem ao caso– que essa ‘disclosure’ dos dados poderia ter sofrido edição ou até mesmo adulteração”, completou.

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A avaliação de políticos adversários do PT ouvidos pelo jornal é que uma eventual soltura do ex-presidente poderia inflamar os atos previstos para o dia 30 a favor da operação Lava Jato e do ministro da Justiça. Grupos políticos e de magistrados afirmam ainda que o resultado deu prova de resiliência de Moro e da Lava Jato.

*Com informações da Folha de S.Paulo

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9 comentários

  1. nada a esperar desses caras golpístas
    nem de falsos esperançosos de colonistas medíocres
    de jornais patrimonialistas quase falidos ou em vias de falencia…
    a não ser a saida às ruas,
    para reverter esse funeral infame
    de inomináveis barbaridades…

  2. Somente um total idiota teria dúvidas sobre a parcialidade do “juíz” Moro, mas eu estou vendo que o STF é feito de totais idiotas.

    É como eu li em um artigo aqui e em outros lugares: A justiça brasileira é um teatro aonde pessoas que fingem serem juízes fingem respeitar e aplicar leis que a população finge obedecer. O Brasil só não se fragmentou ainda por causa da completa covardia da população.

  3. Acho equivocado pensar que Celso de Mello pôs uma espada sobre a cabeça de Moro. Os fatos dizem outra coisa.
    Pelos antecedentes e pelo que conta do HC requerido por Zanin, bem antes dos fatos recentes.
    Grampo em banca de advogado, etc etc etc.

  4. Nassif: melhor você contar outra. Essa do amigo intimo do Príncipe de Paris liberar o SapoBarbudo não cola. A Matriarca dos Addams só pauto o caso porque ele avisou antes que votaria contra qualquer coisa que ajudasse NoveDedos. E tem que ser elogiada sua lealdade a um dos beneficiários do DossiêCahimã. Amizade serve prá quê?

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  5. Esperto, muito esperto, vai aposentar e deixar o pepino para o próximo miliciano indicado pelo Bolsonaro. esperteza é uma caracteristica do diabo, lembrem-se que ele se veste de anjo.

  6. COMO ESTES DOUTOS VIRÃO AS UNIVERSIDADES FUTURAMENTE DAR AULAS MAGNAS DE DIREITO CONSTITUCIONAL SE A LIBERDADE DO ACUSADO NÃO TEM VALOR DIANTE DAS FALCATRUAS JÁ SABIDAS.

  7. O “ministro” esqueceu-se, convenientemente, que a própria PGR já considerou que Lula já poderia se beneficiar da progressão da pena, embora isso subentenda uma meia confissão de culpa que o ex-Presidente não aceitaria, com razão.

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