PF confirma confissão de assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira

Remanescentes humanos foram encontrados em local apontado por pescador; material será enviado para análise em Brasília

O jornalista inglês Dom Phillips (esq.) e o indigenista Bruno Araújo. Foto: Redes Sociais/via fotospublicas.com

A Polícia Federal confirmou a confissão do pescador Amarildo da Costa Pereira, conhecido como Pelado, do assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira.

Segundo o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes, a confissão foi feita de forma voluntária na noite desta terça-feira (14/06) aos delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil que integram a força-tarefa.

“Ele (Amarildo) narra com detalhes o crime realizado, aponta o local onde havia enterrado os corpos e se compromete a ir conosco até o local para que a gente, então, pudesse confirmar a existência desses corpos lá enterrados”, afirma Fontes.

O registro de remanescentes humanos foi feito pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, antes da coletiva de imprensa ser realizada em Manaus.

De acordo com o superintendente da PF, foi feita uma reconstituição do crime, com autorização judicial e, em seguida, as autoridades foram até o local onde Amarildo disse ter enterrado os corpos e onde escondeu a embarcação.

“Ele afundou a embarcação, como as investigações estavam nos mostrando”, disse Fontes, ressaltando que os corpos estavam enterrados 3,1 quilômetros mata adentro, em um local de dificílimo acesso.

Investigação entra em nova fase

Eduardo Alexandre Fontes destaca que, agora, a investigação do caso entra em uma nova fase, com a coleta e identificação dos remanescentes humanos encontrados.

“Esses remanescentes humanos serão encaminhados amanhã para o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal em Brasília”, disse Fontes. “Em sendo comprovado que esses remanescentes humanos realmente são relacionados ao Dom Phillips e ao Bruno Pereira, nós vamos restituir o mais breve possível à família”.

Embora o superintendente afirme que as forças estão “trabalhando incansavelmente de forma ininterrupta para o esclarecimento do caso”, vale lembrar que tal celeridade se deve à pressão da opinião pública brasileira e internacional por conta da repercussão do caso.

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