Bruno afirmou que “corria risco de vida”, segundo relatório da PF

Material que está em mãos do STF mostra que indigenista temia que a reunião marcada para o dia 05 de junho desse “algum problema”

Bruno Pereira, indigenista assassinado na Amazônia. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O indigenista Bruno Pereira, desaparecido junto com o jornalista britânico Dom Phillips, temia pela própria vida, segundo relatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com documento obtido pelo jornal Correio Braziliense, uma testemunha afirmou aos policiais que o ativista iria se encontrar com o líder da Comunidade São Rafael, mas que o encontro não ocorreu. A reunião estava programada para o dia do desaparecimento.

No dia 31 de maio, Bruno Pereira teria enviado uma mensagem de texto afirmando que a reunião poderia “dar algum problema”.

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“Ademais, declarou que BRUNO teria uma reunião com o líder da Comunidade São Rafael, conhecido pela alcunha “CHURRASCO”, na manhã do dia do desaparecimento, reunião que não ocorreu devido à ausência de “CHURRASCO” no local. O declarante salientou que BRUNO lhe enviou uma mensagem de texto no dia 31/05/2022 alertando que corria risco de vida, pois a reunião marcada para 05/06/2022 poderia “dar algum problema””, diz trecho do relatório.

Segundo o documento, Bruno estava acompanhando Dom Phillips para ajudar na elaboração de um documentário sobre a Equipe de Vigilância do UNIVAJA (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari).

Dom Phillips e Bruno Pereira foram vistos com vida pela última vez no dia 05 de junho, quando passaram pela comunidade do Amazonas de São Rafael. De lá, embarcaram em uma viagem com cerca de duas horas de duração, mas não foram mais vistos.

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