7 de julho de 2026

PF inclui Silas Malafaia em inquérito que mira pressão internacional e ataques ao STF

Pastor é incluído em apuração que investiga Eduardo Bolsonaro e o pai por suposta obstrução do processo que apura a tentativa de golpe
Ex presidente Bolsonaro e pastor Silas Malafaia em fevereiro de 2024. Foto: RS/ via Fotos Publicas

A Polícia Federal (PF) incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo. O caso, aberto em maio e sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), apura supostas ações contra autoridades e a própria Corte, além de articulações para obtenção de sanções internacionais contra o Brasil.

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A decisão de Moraes ocorreu após ministros a escalada de investidas do governo americano contra a Corte a partir da atuação de Eduardo Bolsonaro. Segundo a apuração, as condutas investigadas incluem coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O pedido de abertura de investigação contra Eduardo partiu oficialmente do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou que a ofensiva do deputado, por suas declarações públicas, aumentou à medida que o Supremo avança com o processo sobre a trama golpista — o pai, militares e aliados são réus na ação penal.

Entre os tipos penais citados está o artigo 344 do Código Penal (coação no curso do processo), que prevê sanção para quem usa violência ou grave ameaça contra autoridade ou envolvidos em processos judiciais, policiais ou administrativos para favorecer interesse próprio ou de terceiros. Nesse ponto, os investigadores veem relação com a defesa de sanções contra autoridades ligadas à ação penal no STF sobre a tentativa de golpe.

O ato de 3 de agosto e seus efeitos

Malafaia organizou o ato de apoio a Bolsonaro em 3 de agosto, no qual o ex-presidente participou por vídeo transmitido em redes sociais de terceiros. A aparição resultou, no dia seguinte, na decretação de prisão domiciliar do ex-presidente.

No evento, realizado na avenida Paulista, em defesa da anistia a Bolsonaro, o pastor criticou políticos da direita que não compareceram e afirmou que eles não estiveram presentes por “medo” do STF. Ele também transmitiu a manifestação em seu canal oficial no YouTube.

Em suas redes sociais, Malafaia atacou diretamente o senador Ciro Nogueira (PP-PI), chamando-o de “traidor”, por não assinar o pedido de impeachment de Moraes.

Ontem (14), em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia voltou a defender o impeachment de Moraes, além de afirmar que o ministro deveria ser julgado e preso.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Mário Mendonça

    15 de agosto de 2025 12:02 pm

    Silas é teu confesso, já deveria estar preso!

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    15 de agosto de 2025 2:49 pm

    Faz tempo que esse pastor vigarista merece procurar rola num presídio. Finalmente Malafaia começará a ser tratado como um qualquer. E não se enganem, qualquer pessoa deve responder pelos crimes que comete e ninguém (independente de função, profissão, religião, situação econômica, cargo ou sexo) é imune à persecução penal.

  3. Carlos

    16 de agosto de 2025 12:30 am

    Mais um escroto.
    Este vendilhão de templos tem como objeto de adoração o dinheiro, nada mais.
    Nao precisa pensar muito, como Capone investigue o IR deste patife que não raramente bate no peito dizendo que banca os convescotes bolsonarista.
    Mexe no bolso deste palhaço!

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