4 de junho de 2026

Toffoli e Barroso votam contra doações de empresas para campanhas eleitorais

Jornal GGN – O debate no STF sobre as doações de empresas para campanhas eleitorais dominou a agenda do Supremo nessa última quinta-feira (12). Mais dois votos de ministros consideraram as doações inconstitucionais. A votação foi paralisada por um pedido de vista do ministro Teori Zavascki.

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Ontem, os ministros Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli proferiram seus votos com a mesma linha dada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e do relator Luiz Fux, a favor de impedir o financiamento das campanhas políticas por empresas.

De acordo com Toffoli, permitir o financiamento de campanhas por pessoas jurídicas é conceder a quem não tem direito a voto uma forma alternativa e mais eficaz de participar do processo eleitoral.

Além disso, o ministro afirmou que não existe sentido se o objetivo das empresas em financiamento é lucro, visando assim benefícios futuros. “Como justificar a seus acionistas e cotistas de que ao invés de dividir aquilo como lucro investiu no partido A ou partido B? (…) Só se justifica porque se trata de investimento, um verdadeiro investimento”, explicou.

Já Barroso disse que o modelo de financiamento atual cria desigualdades e imoralidades, quando as empresas sentem-se coagidas a doar para campanhas.  “O atual sistema eleitoral não serve bem ao país”, falou.

Em contrapartida, o ministro Gilmar Mendes foi contrário às decisões, criticando que a proibição de empresas é que traz desigualdades no processo, quando no caso de a proposta ser aprovada, estariam fazendo “um tipo de lei para beneficiar quem estiver no poder”.

As críticas também vêm de deputados e senadores, que acreditam que o STF está intervindo em assuntos que não são de sua competência, cabendo, segundo eles, ao Congresso definir as leis que dizem respeito ao financiamento de campanhas.

Entretanto, antes que a votação desse prosseguimento, o ministro Teori Zavascki suspendeu o julgamento com o questionamento do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com base na Lei das Eleições (9.504/1997) e na Lei dos Partidos (9.096/1995), que tratam do tema.

O pedido de vista foi acatado e, com isso, possivelmente a conclusão da votação ocorra só em 2014. A expectativa, entretanto, é que os ministros tendam a seguir o mesmo posicionamento de proibir o financiamento.

Com informações de STF e Folha de S. Paulo.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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6 Comentários
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  1. Jurgen2010

    13 de dezembro de 2013 1:31 pm

    A inatividade da casa

    A inatividade da casa legislativa cede o poder. Não adianta chorar depois. Estiveram com esta decisão nas mãos discutida em todas as instâncias e procrastinaram.

    1. Juliano Santos

      13 de dezembro de 2013 4:59 pm

      Com certeza, mas o STF mais

      Com certeza, mas o STF mais uma vez decidir as questões centrais de nosso sistema político é assasmente preocupante. Principalmente com essa composiçao atual do STF.

      Nesse caso eles estão indo bem, até o Barbosa!. O Toffoli que dizem ser fraco mandou muito bem. Mas temo por ser mais um reforço aos super poderes do Supremo, o mais poderoso do mundo segundo aquele grande jurista portugues 

  2. Doney

    13 de dezembro de 2013 2:41 pm

    Zavacski foi inopotuno

    Sem entrar no mérito técnico do pedido de vistas do ministro Teori Zavacski, seu pedido foi absolutamente inoportuno. Dará todo o tempo do mundo para que toda sorte de lobbys intervenham contra o que parecia estar se tornando realidade: uma das maiores evoluções na legislação eleitoral brasileira de todos os tempos.

    1. Filipe Rodrigues

      13 de dezembro de 2013 4:01 pm

      Ministros que ainda não

      Ministros que ainda não votaram já declararam serem favoráveis a proibição:

      Marco Aurélio Mello, Carmem Lúcia e Ricardo Lewandowski.

  3. Maria Luisa

    13 de dezembro de 2013 3:02 pm

    Bom natal, cuidados com excessos etc, etc.

    Gilmar Mendes, como de praxe, defendendo os interesses do partido dele. Se essa lei for aprovada, vai ficar mais dificl para todos. E ja estava mais do que na hora de mexer nessa questão do financiamento de campanhas, quem sabe um dia acabaremos com o caixa 2, que ja virou uma banalidade.

    O Congresso reclama de o STF se insurgir em assuntos que caberiam a deputados e senadores organizar, mas como estes não fazem nada que va de encontro aos interesses financeiros de seus partidos, logo, tai o STF legislando, mais uma vez. 

  4. Marcus Vini

    13 de dezembro de 2013 3:47 pm

    Todos queremos fim das

    Todos queremos fim das doações; de caixa 2, etc. Mas não seria o lelislativo que tem que tomar essa decisão? Conhecemos muito bem a falta e o excesso de poder de um e o outro.  Mais um tapetão vindo. 

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