
a coluna vertebral do meu escuro
à noite, no cadafalso
eu piso sobre este mundo
olhar de ferro, imundo
em cortes de demasia
quisera que a colheita
de cal, cimento, farelos
atravessassem martelos
de amordaçada alquimia
no canto de cada boca
no rito de cada espuma
no mar de cada coluna
no reino da noite impura
tão mais sólida e oca
vertebral ossada dura
no calo da minha boca.
romério rômulo
rita scaramuzzi
24 de setembro de 2014 2:51 pma única verdade da vida é a
a única verdade da vida é a escuridão!
Maira Vasconcelos
24 de setembro de 2014 8:12 pmAcho o silêncio muito importante
e talvez impossível seja escrever sem ter o silêncio, ou os silêncios; mas sobre esta poesia nao saberia mesmo dizer nada, e releio, e o que único que me vem em mente é pedir silêncio. Deve ter alguma coisa a ver com as palavras do “calo da minha boca”. às vezes, a interpretação se faz mais custosa, e nao gosto do que custa muito, prefiro entendeer bem rápido, isso deve ser o gosto por confiar na intuição.