O grão de ferrugem que me deita, por Romério Rômulo

Se a vida te prende na desfeita / há um duelo do mundo que te mata

Alice Pasquini

O grão de ferrugem que me deita

por Romério Rômulo

1.
O grão de ferrugem que me deita
tem a força da luz que me amarra
2.
Se a vida te prende na desfeita
há um duelo do mundo que te mata
3.
Cabe à fêmea guardada de insuspeita
sobre o macho prosaico que te castra
4.
Pelo grão de uma forma insatisfeita
numa estrada venal que te maltrata
5.
O instante, por belo e rarefeito
Sempre vinga, distorce e arremata.

Romério Rômulo

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1 comentário

  1. […] Nirlando ganha de saída quem o lê porque não lhe sonega, embalando a informação, o seu modo de ver — essa prenda sem preço de que fala Drummond: “Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver”. Sem preço — e sem igual, já que não há, não houve e jamais haverá repetição do singular modo de ver de cada um de nós. É isso, mais que a informação em si, que nos faz lembrar, tempos depois, de algo lido no jornal ou na revista, no entanto escrito para o dia, para a semana, no máximo para o mês seguinte.Leia também:  O grão de ferrugem que me deita, por Romério Rômulo […]

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