o pó sagrado de minas
é a marca da tortura
(até senadores sabem!)
quem vai comer tanto pó
na dura terra de minas
nos seus valores benditos
que nem gritam carnavais
pelo destrato da carne?
quem vai banir os pecados
tratados a ferro e fogo
por senhores e senhoras
da triste terra de minas
que chora de desalento?
quantas igrejas já sabem?
quantos santos estão bêbados
pelo pavor que lhes cabe
em dissolver os pecados?
quantos pecados do pó
socorrem minha vergonha
e remetem minha carne
ao diabo de plantão?
se minas não me responde
caio em silêncio e declaro
a minha dura miséria.”
RR
lenita
25 de janeiro de 2014 10:12 pmAdorei
Gostei muito do poema. OH! Minas Gerais !
peregrino
25 de janeiro de 2014 11:57 pmeu também…
simplesmente real e linda a visão poética que segue delineando e direcionando a atualidade pela eternidade
sempre um momento de encanto suas aparições
José Carlos Lima
26 de janeiro de 2014 5:21 amEntrou
Não vou mentirOs poemas de RR não entravam em mimNão sei pqMas passei a gostar a partir deste poemaEntrou: “tudo em mim é falso”; poema de romério rômulo
romério rômulo
1.
tudo em mim é falso:
a minha pele,
a ruptura do corte
a minha fala,
a perda de limites
a minha casa,
um antro de vazios
minha poesia:
o rasgo da censura.
2.
mais do falso de mim:
a minha pele
e a ruptura da pele
a minha fala
e o silêncio da fala
a minha casa
e o esqueleto da casa
minha poesia
sem rasgo e sem censura.
3.
falso, falso.
tudo em mim é falso.
Meg Reis
13 de março de 2014 8:44 pmSua poesia continua
Sua poesia continua intemporal.
Um beijo de Portugal