5 de junho de 2026

Como a mídia tratou o depoimento de Jorge Messias

E o que se vê é uma pessoa de bom senso, ciente dos limites e obrigações do poder público e do Supremo Tribunal Federal. 
Jorge Messias em foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil

Jorge Messias declarou ser totalmente contra o aborto, mas separou convicção pessoal da função pública laica.
Sobre 8 de janeiro, Messias relatou invasão ao trabalho, adotou medidas para proteger patrimônio público.
Defendeu equilíbrio no STF, criticou ativismo judicial e foi aprovado pela CCJ por 16 votos a 11.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Aqui, o que Jorge Messias falou sobre dois temas: aborto e 8 de janeiro.

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Sobre o aborto

Messias declarou ser “totalmente contra o aborto, absolutamente”, afirmando que “aborto é crime e nenhuma prática pode ser comemorada ou celebrada.” O tema veio à tona porque como chefe da AGU ele assinou um parecer apoiando a ação que questionava a resolução do CFM que limitava o aborto legal após 22 semanas. Para se defender, afirmou que o parecer da AGU foi estritamente técnico, e separou três coisas: convicção pessoal, posição institucional e decisão jurisdicional. Disse também que sua identidade é evangélica, mas tem clareza de que o Estado constitucional é laico.  E mostrou a importância de se tratar as exceções previstas na Constituição (aborto após estupro).

Em suma, um servidor público que separou convicções pessoais da obrigação pública de servir a um estado laico.

Sobre o 8 de janeiro

Messias relatou que estava voltando do culto dominical com a família quando foi alertado pela filha sobre a invasão: “Papai, papai, estão quebrando o seu trabalho.”

Classificou o episódio como “um dos mais tristes” de sua vida e disse que adotou medidas imediatas para proteger o patrimônio público, solicitando a prisão em flagrante dos envolvidos, e enfatizou que sua atuação se limitou à defesa do patrimônio da União, sem funções de persecução penal.

Afirmou que teria prevaricado se não tivesse acionado a AGU: “Se eu não tivesse feito o pedido que fiz, eu teria prevaricado. E prevaricador nunca fui e não serei.”

Sobre as penas, disse que “o processo penal sempre carrega uma tragédia pessoal e familiar” e evitou comentar diretamente sobre a anistia, afirmando que “compete às vossas excelências, e não a mim — anistia é um ato jurídico político institucional que cabe ao parlamento.” TMC


Outros pontos relevantes

Sobre ativismo judicial, disse que o STF não pode ser o “Procon da política”, mas também não pode se omitir diante de violações constitucionais. 

Defendeu postura de “nem ativismo, nem passivismo”, com autocontenção e respeito às competências dos demais Poderes, criticando a tendência de transformar o STF numa “terceira Casa Legislativa.” 

Ao final, foi aprovado pela CCJ por 16 votos a 11. 

O perfil

O que se vê é uma pessoa de bom senso, ciente dos limites e obrigações do poder público e do Supremo Tribunal Federal. 

Qual foi o tratamento dado pela mídia à sabatina:

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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4 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    29 de abril de 2026 11:06 pm

    Poderia ter transformado água em vinho, a coisa já estava armada.

    Ao menos acaba esta novela ruim.

    Lula não deve perder esta indicação, negociar um nome de consenso.
    ________________________________

    Este site trás dados de outras pessoas neste “edit” do comentário, coisa de programação básica …

    1. Atlas

      30 de abril de 2026 9:28 am

      Já tem evangélico demais no STF, o ideal seria zero.

  2. Marcelopontojotajose

    30 de abril de 2026 7:10 am

    Ao meu ver dão um argumento.a.mais a.Lula,lembrar q Lula fora pessoalmente à Terra do Alcolumbre fazero q jenhum.Presidente fez a aquela.regiao,,essa gente pensa só em si monetariamente ou não,Lula não precisa ficar correndo atrás deles não,QUEM PETDE É O PAÍS,Lula é cidadão do mundo se o Brasil não quiser ele o mundo o quer e será MUITO MAIS RESPEITADO LÁ FORA,santo.de casa não faz milagre,tiro.por mim quantas vezes chamei Lula de sapo barbudo nove d3dos,AFF !!!

  3. jose machado

    30 de abril de 2026 5:30 pm

    Lula deverá indicar imediatamente outra pessoa para ministro do STF.
    E o Messias, deveria ser nomeado para ministro da Justiça.
    Quanto a dosimetria das penas, deveria o governo explorar ao máximo,
    essa desvirtualização do Congresso Nacional (ao menos essa legislatura que
    envegonha a casa do povo) que vota leis vergonhasamente a favor do crime,
    a favor de bandidos. É uma das maiores vergonhas para um Congressista,
    para um legislador, fazer leis para beneficiar criminosos.

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