21 de maio de 2026

Movimento policiais antifascismo contra a política de extermínio

Grupo se manifesta contra os recentes episódios de uso da força policial que resultou inclusive, na morte de quatro policiais.
Latuff no Brasil de Fato

1. Movimento Policiais Antifascismo se manifesta contra política de extermínio no Rio de Janeiro, após confronto resultar em mortes, incluindo policiais.

2. Solidariedade aos familiares das vítimas e moradores das comunidades afetadas, denunciando a violência e a falta de planejamento nas ações policiais.

3. Movimento repudia práticas ineficientes de combate ao crime, defendendo a valorização do trabalhador policial e a responsabilização criminal das facções.

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do Policiais Antifascismo

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Movimento policiais antifascismo contra a política de extermínio

O Movimento Policiais Antifascismo, em respeito à Constituição Federal e reconhecendo a posição social do policial como trabalhador, vem se manifestar em relação aos recentes episódios de uso da força policial, com resultado morte de centenas de pessoas, incluindo 04 (quatro) policiais, no Rio de Janeiro.

De forma estarrecida, observamos mais uma vez uma cena que se repete há décadas: agentes de Estado, em confronto com criminosos, trocando tiros no ambiente urbano, em uma “operação” que resultou verdadeira chacina, onde trabalhadores policiais também aparecem na macabra estatística de uma estratégia considerada “bem-sucedida” pelas autoridades governamentais.

Inicialmente, manifestamos toda nossa solidariedade, respeito ao luto e apoio aos familiares dos policiais mortos e aos agentes feridos, bem como a todos os moradores das comunidades dos Complexos da Penha e Alemão, gente pobre e trabalhadora, vítima da violência do crime.

Expostos em um campo de batalha que opõe décadas de descaso do poder público em fornecer alguma dignidade para a maioria da sua população e um Estado policial que visa responder aos problemas políticos e sociais com o uso letal da força, entendemos que não há nada a comemorar e muito a se lamentar.

Imediatismo, oportunismo, micropolítica e demagogia, nunca conseguiram reverter os altos índices criminais e o fortalecimento das chamadas facções, não só no Rio de Janeiro, mas em todo o país. Nós, policiais integrantes de diversas corporações no país, civis e militares, comprometidos com a democracia, direitos humanos, legalidade e com a proteção e valorização do trabalhador policial, não podemos tolerar práticas ineficientes e já testadas de uso da força letal. A lógica brutal da equivocada “guerra” ao crime, sem o mínimo de trabalho de planejamento, investigação, integração dos efetivos e inteligência policial só consegue produzir mais violência, expondo a todos, inclusive os policiais, a um destino trágico.

Entendemos que o fenômeno do chamado crime organizado e de proliferação das facções criminosas é complexo e produto da reorganização do capital em torno da indústria do crime. Soluções baseadas na mera reação armada do Estado somente resultam em mais derramamento de sangue, aprofundam a desigualdade, autorizando a Polícia a tão somente matar moradores de periferias (criminosos ou não) sem resolver o problema do crime.

Queremos a responsabilização criminal dos integrantes das facções criminosas e suas lideranças, colocando-os na cadeia, na forma da lei. Repudiamos o espetáculo midiático e macabro, na base de operações de guerrilha planejadas pelo Estado, na destruição e no medo, com fins flagrantemente eleitoreiros e incentivo armamentista, sem pudor e sem o menor respeito pela vida humana e pelo cotidiano dos moradores de favelas e bairros pobres das grandes cidades.

Sigamos na defesa das vidas de nossos trabalhadores Policiais e da população em geral. O fascismo é um modo de vida que propaga a morte, definindo e ampliando os grupos que merecem morrer ou viver. Enquanto movimento Policiais Antifascismo não podemos admitir que o Estado promova operações policiais com o único objetivo de produzir cadáveres.

MOVIMENTO POLICIAIS ANTIFASCISMO

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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