A destruição dos Estados como objetivo principal.

Há algum tempo escrevi para o GGN cinco artigos encadeados e falando exatamente sobre o mesmo tema em que postava uma teoria que poderia ser considerada por muitos como algo meio delirante ou fruto de uma teoria da conspiração, e qual era esta teoria?

O objetivo principal do Imperialismo não era mais dominar a economia dos países periféricos, mas sim destruí-las!

Nos artigos que põem ser lidos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. (que necessariamente não precisam ser lidos para compreender o texto).

Como pelo baixo impacto que os últimos artigos tinham produzidos, inclusive que alguns deles não tenham até passados ao corpo principal do GGN, ficando simplesmente depositados no meu blog, comecei até desconfiar da minha intuição e até pensar que era algo paranoico. Entretanto ao ler o artigo de Thierry Meyssan na rede Voltaire.net.org denominado: “Le projet militaire des États-Unis pour le monde.” Ou o projeto militar dos Estados Unidos para o mundo, fui surpreendido por opiniões extremamente idênticas que escrevi nos meus artigos.

Para quem não saiba, Thierry Meyssan foi o primeiro jornalista no mundo a fazer sérias restrições ao que ocorreu realmente em 11 de setembro, principalmente baseado no “atentado” contra o Pentágono que desde o início apresentava características completamente incompatíveis com um choque de um avião sobre um prédio baixo conduzido teoricamente por um piloto amador.

Devido ao livro que Thierry Meyssan escreveu ele foi desacreditado pela grande mídia que comprou exatamente pelo preço que venderam o fajuto atentado contra o Pentágono. Atualmente centenas de profissionais de engenharia, arquitetura e aviação levantam sérias restrições técnicas a descrição vendida pelo governo norte-americano. Porém tudo isto é um outro assunto e não o objeto do presente texto.

Thierry continua a escrever e no artigo que ele posta em 22 de agosto de 2017, ele escreve literalmente o seguinte:

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“Barnett affirmait que pour maintenir leur hégémonie sur le monde, les États-Unis devaient «faire la part du feu» c’est-à-dire le diviser en deux. D’un côté, des États stables (les membres du G8 et leurs alliés), de l’autre le reste du monde considéré comme un simple réservoir de ressources naturelles. À la différence de ses prédécesseurs, il ne considérait plus l’accès à ces ressources comme vital pour Washington, mais prétendait qu’elles ne seraient accessibles aux États stables qu’en passant par les services des armées états-uniennes. Dès lors, il convenait de détruire systématiquement toutes les structures étatiques dans ce réservoir de ressources, de sorte que personne ne puisse un jour ni s’opposer à la volonté de Washington, ni traiter directement avec des États stables.»

Que traduzido de forma meio deficiente resulta em:

“Barnett afirmou que para manter sua hegemonia em todo o mundo, os Estados Unidos tiveram que ” Ceder em parte em alguns pontos para garantir essencial”, isto é, dividir o mundo em dois. Por um lado, Estados estáveis (membros do G8 e seus aliados), por outro lado, o resto do mundo como um mero reservatório de recursos naturais. Ao contrário de seus predecessores (aqui ele está falando de Thomas P. M. Barnett, militar geoestrategista autor do livro “The Pentagon’s New Map: War and Peace in the Twenty-First Century”) , ele não considerou o acesso a esses recursos como vital para Washington, mas afirmou que eles seriam acessíveis a estados estáveis somente através dos serviços dos exércitos dos EUA. Portanto, era necessário destruir sistematicamente todas as estruturas estatais neste reservatório de recursos, para que ninguém pudesse um dia se opor à vontade de Washington ou lidar diretamente com estados estáveis.”

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Parece até meio delirante, porém ao se ver as políticas norte-americanas para o Iraque, Líbia, Afeganistão e Síria, bem como a política de destruição do Estado Brasileiro que estão sendo levadas a caso o delírio começa a dar lugar a constatação.

Vejamos então o porque da necessidade desta política de destruição dos Estados mantendo-os simplesmente como um depósito de matéria prima, e o porquê da não adoção simples e tradicional de deter o controle da economia destes países.

No passado a manutenção de empresas produzindo produtos e serviços nos países do terceiro mundo, compensavam os gastos que os mesmos tinham com a importação de matérias primas. É uma análise tradicional que tanto um economista de direita como um de esquerda aceitam, porém, esta condição está superada, pois principalmente pela automação da indústria, tanto a com maior valor agregado no primeiro mundo, como a extrativa no terceiro mundo a necessidade de mão de obra vai se tornando algo marginal, tanto no custo como na quantidade de pessoas trabalhando. Se for possível guardar o máximo possível dos empregos para os países do G8 isto será feito até que também nos mesmos não seja possível (entendam que neste momento entrarão leis de renda mínima, que junto com outros movimentos ainda mais sujos, permitam manter a população numa total subserviência e anomia social, ou seja, recebendo a sua renda mínima, olhando o seu iPhone XXV e fumando o seu baseado.

Pouco a pouco vem sendo constatado pelos políticos de oposição ao atual governo que não importa tanto a quem vender o patrimônio nacional, mas sim a construção de uma sociedade em que não haja oportunidades de haver qualquer coisa que não seja o decrescimento.

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No último golpe do governo Temer se vê claramente este objetivo, o Pré-sal é vendido ao imperialismo internacional, a quantidade de imposto resultante da exploração destes campos são diminuídos ao máximo para que pouco sobre para o incentivo de políticas de crescimento do país e por fim, o mais importante, quanto menos produtos de fabricação brasileira forem produzidos maior será o retrocesso do país.

Esta política de demolição do Estado primeiro será feita nos países com maior capacidade de resistência como o Brasil, depois atingirá os outros.

Pois bem termino o artigo com o título que dei para o primeiro em 2014

“Eles escolheram a barbárie”.

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1 comentário

  1. Países resistentes

    De tudo que se descreve, é fato que querem fazer do mundo um paraiso para poucos  e os demais paises como servidores periféricos, de preferência miseráveis. Esse é um planejamento  antiquíssimo, piramidal e competente de controle, rigorosamente descrito em protocolos apócrifos pelo mundo afora.

    O que não se pode afirmar, entretanto, é que na política de demolição de Estados o Brasil seja o mais resistente.

    Muito pelo contrário, desde a sua descoberta o Brasil é facinho, facinho!

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