17 de junho de 2026

Apenas 33% dos jovens de baixa renda no Brasil estudam, diz Fiep

Apenas 28% jovens de baixa renda conseguem cursar o Ensino Superior, montante que chega a 38% do público em outras classes sociais.
Arquivo Agência Brasil

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) divulgouum estudo em que mostra que os jovens entre 15 e 29 anos representam 25% da população brasileira, 70% deles são de baixa renda e apenas 33% estudam.

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Para chegar a esta conclusão, 14 profissionais do Observatório do Sistema Fiep usaram dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos últimos 10 anos.

“Fomos buscar respostas para entender por que, mesmo o país tendo um alto índice de pessoas buscando emprego e uma demanda expressiva da indústria por mão de obra qualificada, as vagas para os cursos de capacitação gratuitos não eram preenchidas”, relata Fabiane Franciscone, diretora regional do Senai e superintendente do Sesi e IEL no Paraná.

Educação

Os resultados mostraram que os jovens de baixa renda têm, geralmente, mais de dez anos de estudo. Atualmente, 54% dos que têm entre 15 e 17 anos estuda, percentual que cai para 39% dos jovens entre 18 e 24 anos e 10% dos que estão na faixa de 24 e 29 anos.

Apenas 28% jovens de baixa renda conseguem cursar o Ensino Superior, montante que chega a 38% do público em outras classes sociais.

O levantamento da Fiep constatou ainda que, entre os estudantes do ensino médio, 33% estão com atraso, 23% está desempregado e apenas 10% deles exercem uma atividade profissional.

Devido à necessidade de conciliar estudos e trabalho, os jovens de baixa rena encontram mais dificuldades para concluir o ensino médio e, consequentemente, ingressar no ensino superior.

“Eles precisam focar no trabalho para sua própria subsistência. Também a instabilidade escolar é um entrave. O acesso à educação é prioritariamente um meio para a empregabilidade e a urgência de estar no mercado de trabalho faz com que a evasão escolar esteja sempre à espreita”, afirma Raquel Valença, gerente de estudos, pesquisas e tendências do Observatório.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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