Bolsonaro ainda aposta em crescimento econômico para garantir reeleição

Paulo Guedes e o presidente acreditam em recuperação rápida, mas pandemia, alcance da vacinação e as reformas colocam plano em dúvida

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A aposta do presidente Jair Bolsonaro para garantir sua reeleição em 2022 é apresentar um crescimento econômico consistente, o que o levou a adotar o discurso de crescimento “em V” do ministro da Economia, Paulo Guedes. Contudo, alguns pontos precisam ser levados em consideração.

A começar pelo PIB (Produto Interno Bruto) que, embora tenha registrado crescimento de 7,7% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, como divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse crescimento se deu em cima de uma base enfraquecida – no segundo trimestre, o tombo foi próximo de 10%.

Além disso, economistas ouvidos pelo jornal Correio Braziliense listam outras questões que podem afetar os planos de Bolsonaro e de Guedes, que pretendem fazer com que a economia brasileira avance entre 3% e 4% em 2021 e 2011.

Um deles é a segunda onda de covid-19, que tem levado diversos países a decretarem lockdown, ao mesmo tempo em que não se sabe ao certo como será o calendário de vacinação nacional contra a doença. Outro ponto que exige atenção é o fim do auxílio emergencial neste mês, o que tem ajudado os trabalhadores informais. Um novo programa está em análise para o governo não perder a popularidade conquistada, mas a falta de uma fonte de financiamento tem travado os debates.

A capacidade de aprovação das reformas defendidas por Guedes também é colocada em teste, como a reforma administrativa, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que trata da regulamentação dos gatilhos a serem acionados no caso de descumprimento do teto de gastos; a dos Fundos Públicos, do Pacto Federativo e, mesmo, o Orçamento da União para 2021.

Tudo está travado devido à disputa pela Presidência da Câmara: o Centrão tem obstruído as votações no plenário desde outubro, enquanto se acirra a briga entre o líder do PP e do Centrão, Arthur Lira, e o grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tenta fazer seu sucessor.

 

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