Bolsonaro avisa STF que escolheu Kassio Nunes para vaga de Celso de Mello

Nunes é católico, piauiense, respeitado no meio jurídico, tem bom diálogo com as defesas e entrou para o TRF-1 nomeado por Dilma Rousseff

Jornal GGN – Jair Bolsonaro já avisou a pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal que escolheu o desembargado federal Kássio Nunes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para ocupar a vaga aberta pela aposentadoria compulsória de Celso de Mello em outubro.

A informação foi dada em primeira mão por Lauro Jardim em O Globo, e confirmada depois pelas jornalistas Mônica Bergamo (Folha) e Vera Magalhães (Estadão) junto a ministros do STF, que falaram “em off”.

Nunes é católico, piauiense, respeitado no meio jurídico, tem bom diálogo com as defesas e entrou para o TRF-1, na vaga da OAB, indicado por Dilma Rousseff. Até então, Bolsonaro vinha prometendo escolher um candidato a ministro “conservador” ou “terrivelmente evangélico”, alinhado com seu governo e ideologias.

Segundo Bergamo, na terça (29) Bolsonaro recebeu Nunes em Brasília e informou que seria ele o escolhido. Depois, levou o desembargador à casa do ministro Gilmar Mendes. Dias Toffoli e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, além do Ministério das Comunicações, Fario Faria, também estavam no encontro.

Já os ministros consultados reservadamente por Vera Magalhães disseram que foram informados por telefone da escolha de Bolsonaro através do ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência. “Não foi uma consulta: na conversa, o ministro já informou aos integrantes da mais alta Corte do País que Bolsonaro havia se decidido e faria o anúncio nas próximas horas.”

Bergamo também informou que o “próprio Kassio Nunes afirmou a interlocutores que Bolsonaro disse a ele na terça, no Palácio do Planalto: ‘Vai ser você’.”

A indicação teria surpreendido positivamente os ministros do STF. Nunes já era candidato a uma vaga no Superior Tribunal de Justiça.

Um dos ministros do STF avaliou que Bolsonaro fez a escolha como sinal de “trégua” com a Corte. E que o presidente da República esperaria uma “contrapartida”, como o arquivamento da denúncia sobre a interferência da Polícia Federal, aberta a partir de acusações feitas por Sergio Moro, ou a não derrubada da decisão do TJ-RJ que fez o inquérito do caso Queiroz subir de instância, favorecendo Flávio Bolsonaro.

Com informações de O Globo, Estadão e Folha

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