Bolsonaro reduz lista de quem pode discursar na Paulista; veja quem terá a palavra

A lista de quem pode discursar no ato de Bolsonaro na Av. Paulista foi reduzida para evitar risco de prisão

Manifestantes concentram-se na Av. Paulista na manhã de domingo (25/2/24), dia de ato convocado por Jair Bolsonaro. Imagem: Divulgação via Fabio Wajngarten
Manifestantes concentram-se na Av. Paulista na manhã de domingo (25/2/24), dia de ato convocado por Jair Bolsonaro. Imagem: Divulgação via Fabio Wajngarten

Sob ameaça de ser preso caso ataque as instituições ou ministros do Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro reduziu a lista de políticos que irão discursar em ato na Avenida Paulista, na tarde deste domingo (25).

Segundo informações da CNN, quatro políticos, além de Bolsonaro, terão direito à palavra. São eles: os deputados Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer, e os senadores Magno Malta e Rogério Marinho.

O microfone também será cedido aos governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Jorginho Mello (Santa Catarina), além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, caso eles desejem falar. Os filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro também poderão discursar, se quiserem.

A lista é modesta, considerando a quantidade de autoridades e políticos esperados para o evento. Segundo levantamento do site Poder 360, até a semana passada, além dos três governadores, 93 congressistas haviam confirmado presença no ato de Bolsonaro na Avenida Paulista.

O evento ocorre em meio ao avanço da Polícia Federal nas investigações sobre a tentativa de golpe em 2022. Na semana passada, ministros do STF mandaram um recado a Bolsonaro, via imprensa, afirmando que se ele “disse um piu sobre o STF”, sairá da manifestação preso.

Pesquisador do Observatório da Extrema Direita, o antropólogo Alexandre de Almeida analisou em entrevista ao GGN que a prisão de Bolsonaro no domingo seria “de uma exploração midiática gigantesca por parte desse grupos, porque recai novamente na construção da figura do líder. Ter a passagem pela cadeia é prova de martírio. Isso é fundamental para a construção de um discurso mobilizador”.

Na visão do pesquisador, além de mostrar força e tentar se defender das investigações perante seus apoiadores, Bolsonaro esquenta os tambores para as eleições de 2024, ao desfilar o apoio de dezenas de políticos em seu palanque.

Redação

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