O primeiro dia oficial da campanha eleitoral para a Presidência da República foi marcado, neste domingo (16), por atos de candidatos em diferentes estados. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) escolheram locais ligados às suas trajetórias políticas para dar início à disputa.
Segurança pública, combate ao crime organizado, soberania nacional, economia e redução de gastos estiveram entre os principais temas abordados pelos candidatos.
Lula aposta em segurança e soberania
Candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a campanha em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, cidade onde começou sua trajetória política como líder sindical no fim dos anos 1970.
Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e de integrantes da família, Lula fez seu primeiro ato de campanha e destacou a defesa da soberania nacional e o combate ao crime organizado.
Na área de segurança pública, o presidente afirmou que pretende concentrar esforços no combate às lideranças de facções criminosas. Segundo Lula, o enfrentamento deve alcançar os responsáveis pelo comando das organizações, além das pessoas que atuam diretamente nas comunidades.
O petista também defendeu investimentos em educação como estratégia de prevenção à entrada de jovens no crime.
Lula voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública caso seja aprovada a PEC da Segurança em tramitação no Congresso. Segundo ele, a medida ampliaria a participação do governo federal no combate ao crime organizado e permitiria dividir responsabilidades com estados e municípios.
Durante o discurso, o presidente também criticou a direita e afirmou que pretende impedir o retorno desse campo político ao governo federal.
Alckmin, por sua vez, associou o início da campanha à defesa da soberania brasileira. Em seu discurso, citou o Pix e o país como símbolos que, segundo ele, devem ser protegidos.
A primeira-dama Janja da Silva também participou do evento. Em seu discurso, abordou a participação feminina e o combate à violência contra as mulheres. Ao lado do pastor e cantor gospel Kleber Lucas, cantou um jingle da campanha e também homenageou Marisa Letícia, destacando sua importância na trajetória de Lula.
Flávio Bolsonaro prioriza segurança e relações internacionais
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha com um comício na Praia de Copacabana. O candidato do PL afirmou que o Brasil perdeu soberania e colocou a segurança pública entre os principais temas de seu discurso.
Flávio defendeu a classificação de organizações como PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Segundo o candidato, a medida faria parte de uma estratégia de enfrentamento ao crime organizado.
O senador também relacionou segurança à ideia de soberania, afirmando que os brasileiros perderam o controle sobre diferentes aspectos de suas vidas cotidianas.
Na política externa, Flávio afirmou ser o candidato com capacidade para negociar diretamente com grandes potências. Citou Estados Unidos, China, Israel, países do Oriente Médio, Índia e Argentina e disse que pretende buscar acordos comerciais considerados favoráveis ao Brasil.
Durante o ato, o candidato esteve acompanhado do vice, Alfredo Gaspar, do candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas, da mãe, Rogéria Bolsonaro, e da esposa, Fernanda.
Flávio também fez referência ao pai, Jair Bolsonaro, ao afirmar que reconhece a semelhança entre os dois, mas disse que a comparação não seria possível.
Caiado começa campanha no Entorno do Distrito Federal
Ronaldo Caiado escolheu o Entorno do Distrito Federal para iniciar a campanha à Presidência pelo PSD. A primeira atividade ocorreu em Águas Lindas de Goiás, após uma missa.
O candidato afirmou que pretende governar o país com “garra” e “determinação” e justificou a escolha da região pelos resultados que atribui à sua gestão como governador de Goiás.
Caiado disse que pretende levar para a campanha experiências de seu governo estadual nas áreas de segurança, saúde, educação e programas sociais. Segundo ele, as ações realizadas em Goiás servem como exemplo do modelo de administração que pretende implementar no governo federal.
A agenda de lançamento prevê carreatas em outras cidades do Entorno, como Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental. O encerramento está previsto para Luziânia.
Questionado sobre a ausência de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, no lançamento, Caiado negou qualquer divergência entre os dois e afirmou que declarações recentes do dirigente foram interpretadas de maneira equivocada.
Zema apresenta “três choques”
Romeu Zema iniciou a campanha presidencial em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O candidato do Novo começou o dia com uma missa e depois participou de atividades políticas na cidade.
Zema apresentou três áreas como pilares de sua candidatura: combate à corrupção, controle dos gastos públicos e enfrentamento ao crime organizado.
O candidato chamou essas propostas de “três choques”. Na área econômica, defendeu a redução dos gastos públicos como forma de diminuir os juros e recuperar o poder de compra da população.
Na segurança, Zema afirmou que pretende aumentar o custo para organizações criminosas e propôs a construção de um presídio de segurança máxima no Norte do país destinado às lideranças de facções.
O candidato também defendeu a redução da maioridade penal e medidas de proteção às mulheres, como ampliação de delegacias especializadas, uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores e sistemas de alerta para vítimas em caso de aproximação.
Política externa e disputa pelo segundo turno
Zema também tratou de política externa e criticou a condução das relações do Brasil com Estados Unidos, China e outros países. O candidato afirmou que pretende adotar uma estratégia voltada à atração de investimentos estrangeiros e citou sua experiência como governador de Minas Gerais.
Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, criticou a atuação do governo federal e defendeu uma postura mais pragmática nas negociações internacionais.
Ao abordar a disputa pelo segundo turno, Zema afirmou acreditar que estará na etapa final da eleição e defendeu uma eventual união das candidaturas de direita contra o PT.
Os quatro atos deram início oficialmente à corrida presidencial, que passa agora a contar com pedidos explícitos de voto, comícios, carreatas, passeatas e propaganda eleitoral na internet, conforme as regras estabelecidas para as eleições de 2026.
*Com informações do g1.
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Fabio de O. Ribeiro
16 de agosto de 2026 2:04 pmA esmagadora maioria dos eleitores tem menos de 40 anos e NÃO sabe o que o estádio de Vila Euclides representa. Lula deveria olhar para o futuro e não para o passado. Ele está a cometer o mesmo erro que enterrou a carreira de Ulisses Guimarães, líder político que foi humilhado na primeira eleição presidencial porque acreditou que sua história seria uma força eleitoral. Não foi, ele tinha mais tempo de TV e foi superado por um novado que em 30 segundos dizia um monto de coisas e finalizava com o bordão MEU NOME É ENEAS! A esquerda olha para traz com saudosismo, mas o trem da história segue sempre em frente e ele costuma triturar quem acredita estar protegido por muralhas inexpugnáveis como aquele rei idoso em Troia. Priamo viu sua cidade estado ser derrotada e invadida após ser enganado pelo presente que os gregos deixaram na praia: um cavalo de mandeira ou um barco com a quilha representando um cavalo, como dizem alguns especialistas em História Antiga. Se existe uma lição que o PT precisa aprender é essa: o bolsonarismo não é um barco que afundou com a repressão à intentona de 08 de janeiro de 2023. Ele declinou, mas voltou a crescer e a ganhar apoio da imprensa tradicional. Sendo assim, o saudosismo pode se tornar um verdadeiro presente de grego que Lula está dando a si mesmo.
Carlos
17 de agosto de 2026 7:18 amOs novos eleitores são meus filhos, filhos de velhos que por honra-los, por continuarmos preocupados com seus futuros não podemos deixar que apaguem da história os crimes desta facção criminosa de codinome bolsonarismo.
Lula tem sim várias iniciativas para dar sequência ou iniciar em seu Lula,4, mas a principal é manter longe do Brasil os fascistas que se curvam ao fascista mor americano.
Como uma aberração desta chamada Flávio B. mantém-se na disputa presencial só um analista para estudar, e explicar, o surto psiquiátrico de parte dos brasileiros, mas a missão fundamental de Lula é a mesma de 2022: manter o país livre do chorume bolsonarista.
Aliás composto de zema e caiado.