CNJ investiga juíza por atuação em processo contra Alcolumbre

Senador é acusado de cometer irregularidades durante as eleições de 2014, e adversário político acusa juíza de agir parcialmente a favor do político do DEM

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado Federal. Foto: Marcos Brandão/Senado Federal

Jornal GGN – Diversos processos contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estão em andamento no Tribunal Superior (TSE), mas o andamento burocrático mais arrastado começa inclusive a afetar a política e o Poder Judiciário do Amapá.

Segundo informações do portal UOL, o Ministério Público pede a perda de cargo do senador devido a acusação de irregularidades cometidas nas eleições de 2014, como uso de notas frias, abuso de poder econômico e saque de cheques de campanha em boca do caixa.

Embora os votos do ministro Edson Fachin estejam prontos, toda a documentação precisa ser digitalizada para o julgamento do caso, uma vez que o TSE tem usado um sistema remoto de votação por conta da pandemia do coronavírus.

Enquanto isso, tanto o Judiciário como políticos do Amapá têm sido afetados pelo processo: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ordenou a apuração da conduta de uma magistrada por parte da corregedoria do Tribunal de Justiça do Amapá, acusada de agir parcialmente em favor de Alcolumbre.

A juíza Elayne Cantuária, da 2ª Vara Cível de Macapá, condenou o advogado Hercílio Aquino (que atende o ex-senador Gilvam Borges, adversário político de Alcolumbre) e o jornal a indenizarem o senador em R$ 50 mil. Ela também impediu uma fiscalização de contas do senador do DEM. Aquino recorreu, alegando que ela agiu de forma parcial uma vez que sua família “detém um vínculo político e de amizade íntima com o senador”, segundo o corregedor Humberto Martins.

 

 

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