13 de junho de 2026

Conflito no Oriente Médio escala com novos ataques e recusa de trégua

No 11º dia de guerra, Israel e EUA intensificam bombardeios enquanto Irã promete bloquear petróleo e descarta negociações
Irã sob ataque - Reprodução EPA

▸ EUA e Israel intensificam ataques ao Irã, enquanto Teerã ameaça bloquear exportações de petróleo na região.

▸ Irã ataca base no Iraque e proíbe exportação de petróleo a aliados de EUA e Israel; G7 avalia liberar reservas emergenciais.

▸ Conflito agrava crise humanitária no Líbano; OMS registra 84 crianças mortas e mais de 667 mil deslocados no país.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de hostilidade nesta terça-feira (10). Enquanto os Estados Unidos e Israel ampliam o espectro de suas operações militares, o governo do Irã endureceu o discurso, descartando qualquer possibilidade de cessar-fogo e ameaçando asfixiar a economia global por meio do bloqueio de exportações de petróleo na região.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No terreno, a ofensiva coordenada ganha tração. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, anunciou que este será o “dia de ataques mais intensos dentro do Irã“, mobilizando um contingente sem precedentes de caças e bombardeiros. A estratégia busca aproveitar o que Washington descreve como um momento de vulnerabilidade de Teerã, que teria disparado seu menor volume de mísseis desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

‘Quebrando ossos’

Em Israel, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu reforçou que a missão está longe do fim. Durante visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde, o premiê afirmou que as operações estão degradando a liderança clerical iraniana. “Não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos — e ainda não terminamos“, declarou, contrastando com falas recentes do presidente Donald Trump, que chegou a sugerir que o conflito estaria “quase concluído“.

A retaliação iraniana manifestou-se em múltiplas frentes. A Guarda Revolucionária atacou a Base Aérea de Al Harir, no Curdistão iraquiano, com cinco mísseis. No campo diplomático e econômico, o porta-voz Ali Mohammad Naini foi categórico: o Irã não permitirá a exportação de “um único litro de petróleo” para aliados dos EUA e de Israel. A ameaça elevou o estado de alerta no G7, cujos ministros de energia discutem em caráter de urgência a liberação de reservas emergenciais para conter a disparada dos preços.

Crise humanitária e reflexos globais

O transbordamento da guerra para o Iraque e o Líbano agrava o balanço de vítimas. No Líbano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 84 crianças foram mortas pela ofensiva israelense, que alega visar a infraestrutura financeira e militar do Hezbollah. O número de deslocados no país já ultrapassa 667 mil pessoas, gerando um fluxo migratório desesperado em direção à Síria e a abrigos superlotados em Beirute.

“Acreditamos que o agressor deve levar um soco na boca para que aprenda a lição”, escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, sintetizando a recusa de Teerã em sentar à mesa de negociações.

A insegurança jurídica e física começou a afetar o coração financeiro da região. Grandes bancos de Wall Street, como Goldman Sachs e Citigroup, iniciaram programas de transferência temporária para seus funcionários baseados nos Emirados Árabes Unidos, permitindo o trabalho remoto em países como a Turquia diante do temor de que Dubai e Abu Dhabi entrem na linha de fogo.

O impasse diplomático

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, selou o pessimismo diplomático ao afirmar à rede americana PBS que o diálogo com Washington “não está mais na agenda“. Segundo ele, após a quebra de promessas em acordos anteriores, não há confiança para novas tratativas.

Com ambos os lados apostando na força militar para ditar os termos de um eventual desfecho, o Oriente Médio entra em uma fase de incerteza profunda, onde a economia do petróleo e a estabilidade regional pendem por um fio.

LEIA TAMBÉM:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados