Copom reduz taxa Selic para 2% ao ano

Banco Central reduz taxa básica de juros pela nona vez consecutiva; decisão por corte de 0,25 ponto foi unânime

Jornal GGN – O Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros pela nona vez consecutiva: em decisão unânime, o Copom (Comitê de Política Monetária) da autoridade monetária reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano.

“Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,00% a.a”, disse o colegiado, em nota divulgada após a reunião.

O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022.

Segundo o Copom, o nível de ociosidade pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado, e esse risco se intensifica caso uma reversão mais lenta dos efeitos da pandemia prolongue o ambiente de elevada incerteza e de aumento da poupança precaucional.

Por outro lado, a autoridade monetária diz que as políticas fiscais de resposta à pandemia que venham a afetar a trajetória fiscal do país de forma prolongada, ou trazer frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco.

Adicionalmente, os diversos programas de estímulo creditício e de recomposição de renda, adotados no combate à pandemia, podem fazer com que a redução da demanda agregada seja menor do que a estimada, adicionando uma assimetria ao balanço de riscos.

Esse conjunto de fatores implica, potencialmente, uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária. “O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, diz o colegiado.

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