Coronavírus: religiosos compõem rede de desinformação

Em sua maioria evangélicos, líderes usam vídeos no YouTube para disseminar curas mirabolantes e minimizar pandemia da covid-19

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Líderes religiosos simpáticos ao presidente Jair Bolsonaro têm usado as redes sociais para minimizar a pandemia do coronavírus, disseminando histórias de curas mirabolantes e prevenções caseiras que acabam por tirar o foco de ações efetivas contra a doença.

Estudo abordando a desinformação elaborado por pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da USP, do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD) mostra que uma rede composta por outros religiosos atingiu, em um período de 47 dias, 11 milhões de visualizações em vídeos que citavam o coronavírus.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, embora a atuação dos pastores evangélicos seja protegida pela liberdade religiosa e exerça um papel de conforto e consolo em tempos de crise, existem casos em que sua atuação ultrapassa as fronteiras da fé – como ocorre com religiosos que vendem itens “consagrados” aos fiéis.

Um exemplo de atuação que ultrapassou a fronteira da fé envolve o pastor Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração, de Manaus, que defendeu a presença dos fiéis nos templos mesmo em tempos de pandemia. Em junho, o pastor esteve entre os líderes evangélicos que se encontrou com o presidente Bolsonaro em Brasília.

 

 

Leia Também
Redes ignoram bloqueio de perfis suspeitos de ataque ao STF
Bolsonaro ignora isolamento social e fala em vermífugo contra covid-19
GGN Covid: novos casos estabilizam na alta e óbitos continuam em ascensão
Heleno diz que índios isolados serão tratados como “qualquer cidadão”

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora