Em Manaus, se escolhe quem vai viver e quem vai morrer

Crise na saúde pública leva médicos a decidirem quais pacientes serão enviados às UTIs; doentes com quadro irreversível ficam em alas emergenciais

UPA José Rodrigues, avenida Camapuã, Cidade Nova, zona Norte de Manaus (Foto: Márcio James/Amazônia Real)

Jornal GGN – A recente piora no serviço de saúde pública em Manaus não só afeta os pacientes com covid-19 e outras doenças, mas também a equipe de profissionais que se vê obrigada a seguir o novo plano de saúde adotado pelas autoridades.

Segundo o jornal Correio Braziliense, os pacientes que chegarem em estado terminal ou situação irreversível nas unidades de saúde não serão mais enviados para as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) – esse quadro acontece tanto em Manaus como em outras cidades do Amazonas, onde pacientes sequer são enviados à capital.

Os médicos avaliam cada quadro e, se entendem que o paciente tem poucas chances de sobrevivência, fazem uma ligação em vídeo para a família e, assim, o paciente pode se despedir dos entes queridos. Ele então é encaminhado para um box de emergência, sem os equipamentos necessários para manutenção de sua saúde ou sobrevivência.

O serviço de saúde público em Manaus não acompanhou o aumento da demanda por leitos diante da pandemia de covid-19, o que afetou outras pessoas doentes: 70% dos óbitos na capital são de outras doenças, que acabaram se acelerando por conta da lotação dos hospitais na pandemia.

 

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