21 de maio de 2026

Entrevista: “Lula não está nas mãos de Pacheco e Lira, está nas mãos do sistema”

"Lula vai ficar refém do sistema de corrupção dentro do Congresso", diz o ex-senador Roberto Requião. Assista na TVGGN

A vitória de Rodrigo Pacheco, reconduzido à presidência do Senado na quarta (1º), foi interpretada como mais uma derrota do bolsonarismo numa espécie de quarto turno contra Lula.

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Depois de perder o primeiro e segundo turno das eleições 2022, e de forçar um terceiro turno lançando dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral e tentando um golpe de Estado em 8 de Janeiro, o bolsonarismo agora fracassou na missão de emplacar Rogério Marinho como presidente do Senado.

O senador Rodrigo Pacheco, reeleito com 49 votos, e o deputado federal Arthur Lira, reeleito presidente da Câmara com 464 votos, se cacifaram perante o governo Lula.

Na leitura do ex-senador Roberto Requião, o campo progressista precisa ter cautela. Tanto Pacheco quanto Lira, segundo Requião, foram reeleitos “da maneira mais ultrapassada de se fazer política: com orçamento secreto e promessa de empregos e ministérios. É o velho método.”

Para ele, “Lula não está nas mãos do Pacheco e do Lira, está nas mãos do sistema.”

“O pessoal que votou vai continuar querendo orçamento secreto e trocar votos por cargos e ministérios. (…) Lula vai ficar refém do sistema de corrupção dentro do Congresso.”

Em entrevista ao jornalista Luis Nassif, Requião avaliou como um erro o governo Lula não ter lançado candidatos próprios à presidência das Casas, deixando os candidatos à reeleição vencer com elevado número de votos. “Repetiram em dose elevada o que já fizeram de errado no passado.”

Além de Requião, o jornalista Luis Nassif também entrevistou, na noite de quarta (1º), o cientista político Sergio Praça, da FGV. Para ele, a eleição de Pacheco foi um “alívio” porque a oposição era Rogério Marinho. Mas Praça também concorda que o governo não deveria ter deixado Lira vencer praticamente por W.O.

Na visão de Praça, a derrota bolsonarista no Senado, no entanto, não significa necessariamente pacificação do País. “Existe uma bancada bolsonarista na Câmara e no Senado, que vai continuar fazendo barulho e vai pressionar por CPI e impeachment, mesmo que não haja motivos para isso.”

Praça também achou “lamentável” que o governo não tenha apresentado candidato próprio à disputa pela presidência da Câmara.

“Em 2003, quando Lula venceu a primeira vez, João Paulo Cunha venceu a eleição da Câmara, ele era alguém mais ligado ao PT. Com Lira, não sei se a relação será tão amistosa assim. Depende de com quais mecanismos de corrupção o Lula topará jogar.”

Assista:

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Jaciara coelho

    2 de fevereiro de 2023 1:18 pm

    Quem disse que Lula se incomoda? Foi assim Lula 1 e 2 e será assim Lula 3. Ele não tem conflitos morais. É tudo da política.

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