Fiocruz nega reserva de doses de vacinas para TST

Justificativa para furar fila era ‘colaborar e acelerar processo de imunização’; STF e STJ também tentaram se antecipar, e foram igualmente recusados

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Mais uma instituição do Poder Judiciário tem pedido de compra de vacinas negado: depois do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça), agora a Friocruz negou o pedido efetuado pelo Tribunal Superior de Trabalho (TST).

“A Fiocruz, como uma instituição estratégica do Estado brasileiro, visa garantir a produção nacional da vacina contra a covid-19 para a população brasileira, pelo SUS, e atender à demanda do PNI. A produção dessas vacinas será, portanto, integralmente destinada ao Ministério da Saúde”, afirmou a entidade, em nota enviada ao jornal O Estado de S.Paulo.

A justificativa apresentada pelo TST era de um protocolo que vem sendo adotado, por meio de campanhas anuais de vacinação contra a gripe “a fim de reduzir o contágio da doença no ambiente de trabalho”- argumento semelhante aos usados pelo Supremo Tribunal Federal e o STJ para garantir acesso antecipado aos medicamentos.

A presidente do TST, Maria Cristina Peduzzi, contraiu covid-19 depois de participar da cerimônia de posse do presidente do STF, Luiz Fux, em Brasília. Ela chegou a ficar internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, durante 21 dias, mas passa bem.

 

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1 comentário

  1. Que país é este? Porque para alguns integrantes de tribunais superiores a igualdade inexiste e assim, os fazem insistir em se considerar superiores a população? O governo nos acharca, para bancar a boa vida e as supérfluas mordomias que eles desfrutam e ainda assim, acham pouco a ponto de querer furar a fila sem o mínimo pudor. Deixam transparecer que seguem um plano orquestrado, onde cada órgão faz seu pedido até que um deles consiga e abra o precedente, para que todos os demais imponha seus direitos de igualdade. Vale dizer que a Igualdade seria ressuscitada por eles, para permitir o pleno sucesso de mais um deboche contra a população desigual, pelos olhos deles.

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