General Ramos alerta oposição para ‘não esticar a corda’

Em entrevista, ministro chefe da Secretaria de Governo diz que Bolsonaro nunca pregou golpe, mesmo que tenha comparecido a diversos eventos antidemocráticos

General Luiz Eduardo Ramos. Foto: Marcos Corrêa/PR

Jornal GGN – O general Luiz Eduardo Ramos, ministro chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, fez um alerta à oposição: não “estica a corda”.

“O próprio presidente nunca pregou o golpe. Agora, o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda”, declarou em entrevista à revista Veja, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.

O general reforçou a ideia que de Bolsonaro não fez campanha pelo golpe, mesmo que o presidente tenha comparecido a diversos atos democráticos. Ramos também criticou as comparações feitas entre o presidente e Adolf Hitler.

“O Hitler exterminou 6 milhões de judeus. Fora as outras desgraças. Comparar o presidente a Hitler é passar do ponto, e muito. Não contribui com nada para serenar os ânimos”, disse.

Segundo o secretario, a ideia de golpe não é ventilada entre os oficiais – Ramos é próximo de diversos comandantes por ter sido instrutor da academia de cadetes. “Eles têm tropas nas mãos. Para eles, é ultrajante e ofensivo dizer que as Forças Armadas, em particular o Exército, vão dar o golpe, que as Forças Armadas vão quebrar o regime democrático”, disse Ramos.

O general minimizou o risco de impeachment, afirmando que “Rodrigo Maia (presidente da Câmara) disse que não vai pôr para votar os pedidos contra Bolsonaro”, e pediu que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) assuma postura semelhante.

“Se o Congresso, que historicamente já fez dois impeachments, da Dilma e do Collor, não cogita essa possibilidade, é o TSE que vai julgar a chapa irregular? Não é uma hipótese plausível”, concluiu.

 

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16 comentários

  1. Esticar a corda é tipo um general de pijamas usar sua conta pessoal em uma rede social e ameaçar o STF a votar conforme os desejos da caserna e ficar combinado com o telejornal de maior audiência no país para divulgar a ameaça?
    Pobres destes senhores, por terem escolhido andar ao lado do indivíduo que sua instituição teve de expulsá-lo, por ser um desordeiro incontrolável e irresponsável e terem de ficar passando pano para as sujeiras do sujeito, sua família e amigos.

  2. No quartel o poder civil não questiona as cordas se esticadas frouxas ou quanto mais, fora do quartel milico de boca fechada ou aberta é sempre fora do lugar. Mais de 70% não te referendaram para questionar os caminhos democráticos, e se esta não for uma ameaça explicitas estão…..

  3. Mais um cafajeste do bando…fazendo ameaça p seo f.d.p.? Hitler exterminou 6 milhões e o boçal nem pra isso tem competêmcia, se bobear com assassino desse naipe, serão só 5.999.999, pois pelo menos um já fugiu ante tantas as ameaças do boçal que arma milícias e polícias. Tome vergonha na cara, seo vigarista e admita que a cafajestice de vocês é o que os faz não enxergarem os crimes eleitorais produzidos pela chapa de gatunos…….

  4. Quer dizer Gal, que para não ter golpe é preciso deixar a coisa/corda correr frouxa, mais ainda?
    Do jeito que a coisa tá indo e se deixar como está para que golpe?

  5. Já encheu esses papos de aranha desse turma, que deixem dar o golpe se tem coragem………acreditam estar nos anos 60???? Nem os estadunidenses, ídolos deles, admitem se meter em política interna… ..teriam apoio de quem? Uma turma que até ontem queria acabar com o serviço obrigatório por não ter comida para todos e segundo alguns, em caso de guerra, teria munição para apenas alguns dias, deveria se preocupar com outras coisas ..

  6. Foi um golpe com o Supremo com tudo… Desde que os juízes trocaram o que não era deles (a soberania popular) por aumentos salariais e penduricalhos a democracia ficou em frangalhos. O resto é consequência. A violência de Jair Bolsonaro ao menos legitimará a reação violenta.

  7. General CUCARACHA vai ver como se portou o GENERAL AMERICANO, um homem com experiência em combate. Que se recusou em apontar fuzis para o povo dele. IMBECIL.

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