Gestão de Salles pode ter ‘consequências trágicas’, diz MPF

Pedido de afastamento do ministro do Meio Ambiente ganha força; procuradora aponta risco de que Amazônia chegue ao ponto de ‘não retorno’

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. Foto: Reprodução/Lula Marques

Jornal GGN – O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Esta é a segunda vez que o MPF pede que o ministro seja afastado do posto.

Segundo o jornal O Globo, o pedido foi feito dentro de uma ação por improbidade administrativa contra o ministro por conta da condução da política de proteção ambiental da sua gestão.

A ação contra Salles havia sido iniciada em Brasília, mas depois foi encaminhada para a Justiça Federal de Santa Catarina. Contudo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu manter o caso em Brasília.

De acordo com a procuradora Márcia Zollinger, a permanência de Salles no comando do ministério pode levar a Amazônia a um ponto de “não retorno”, ressaltando que o ministro é responsável pelo “desmonte das estruturas de Estado de proteção ao meio ambiente” e a permanência dele no cargo estaria trazendo “consequências trágicas” à proteção ambiental, especialmente em relação ao aumento do desmatamento na Amazônia.

 

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