19 de junho de 2026

Gestão de Salles pode ter ‘consequências trágicas’, diz MPF

Pedido de afastamento do ministro do Meio Ambiente ganha força; procuradora aponta risco de que Amazônia chegue ao ponto de ‘não retorno’
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. Foto: Reprodução/Lula Marques

Jornal GGN – O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Esta é a segunda vez que o MPF pede que o ministro seja afastado do posto.

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Segundo o jornal O Globo, o pedido foi feito dentro de uma ação por improbidade administrativa contra o ministro por conta da condução da política de proteção ambiental da sua gestão.

A ação contra Salles havia sido iniciada em Brasília, mas depois foi encaminhada para a Justiça Federal de Santa Catarina. Contudo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu manter o caso em Brasília.

De acordo com a procuradora Márcia Zollinger, a permanência de Salles no comando do ministério pode levar a Amazônia a um ponto de “não retorno”, ressaltando que o ministro é responsável pelo “desmonte das estruturas de Estado de proteção ao meio ambiente” e a permanência dele no cargo estaria trazendo “consequências trágicas” à proteção ambiental, especialmente em relação ao aumento do desmatamento na Amazônia.

 

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3 Comentários
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  1. alfredo machado

    23 de setembro de 2020 9:24 pm

    Hoje, são necessários dias ou mesmo meses para que alguém tome as medidas cabíveis, quando ocorre algum fato inteiramente absurdo. O STF foi achincalhado de todas as maneiras pelo boçal e sua turma de vampiros, tendo sido necessário um foguetório naquele prédio, para que um daqueles onze resolvesse tomar as providências que se impunham.
    O caso deste ministro RSalles, que não consegue explicar o crescimento do próprio patrimônio, pode ser considerado dramático, tal a dimensão da destruição provocada por sua política de “passa boi, passa boiada”, e lá se vão meses de notícias, fotos, vídeos e relatos de fiscais e moradores da região a respeito da significativa destruição, tendo a barbárie o apoio até mesmo dos militares instalados no governo federal.
    Olha que eu detesto tudo o que ocorreu no período da ditadura, mas não posso negar que os milicos daquela época gostavam do país, sempre tiveram em mente a integração daquela região, atitude afirmativa.

  2. peregrino

    23 de setembro de 2020 10:13 pm

    Tem que ser afastado mesmo e já…
    tudo indica que ficou encarregado da reconfiguração completa da estrutura de proteção

    aliás, chega-se ao ponto de “não retorno” quando se tem em mente apenas a eficiência econômica do que se quer proteger, ou seja, se para tanto for preciso destruir uma grande parte ainda protegida, destruirá

    e ele mesmo já mostrou o que quer realmente da região, e não apenas ele

  3. Rui Ribeiro

    24 de setembro de 2020 11:02 am

    Os incêndios florestais são provocados de propósito para abrir espaço para pastagens.

    $alles afirmou que iam aproveitar a crise mundial para passar a boiada. A flora e a Fauna é que não vão passar.
    Esse rato merece uma projétil ( de festim ) no ânus

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