Governo Bolsonaro deixa programas de educação quase sem recursos para 2023

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Mesmo com a queda no aprendizado, verba para infraestrutura escolar e capacitação de professores será muito menor ante 2022

Foto: Kimberly Farmer on Unsplash

Nem mesmo a queda do aprendizado dos alunos da rede pública após a pandemia de covid-19 fez com que o governo de Jair Bolsonaro (PL) repensasse os investimentos em educação. Pelo contrário, foram propostos cortes acima de 90% para diversos programas em 2023.

Reportagem do jornal O Globo destaca que os recursos para a infraestrutura das escolas no país em 2023 despencou 97%, de R$ 119,1 milhões para R$ 3,45 milhões.

Tal categoria engloba verbas destinadas para construção, ampliação, reforma e adequação de escolas, além de compra de mobiliário e outros equipamentos. A verba reservada para o próximo ano só permite o atendimento de quatro projetos.

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Outro programa afetado é o Caminho da Escola, que envolve a compra de ônibus escolares: o governo Bolsonaro cortou os recursos em 95%, para R$ 425 mil, dinheiro suficiente para a compra de um único ônibus.

A verba para capacitação de professores também caiu 95% entre 2022 e 2023, passando de R$ 136,9 milhões para R$ 6,4 milhões – verba suficiente para atender apenas três projetos.

Enquanto isso, o governo federal reservou R$ 19,4 bilhões para as emendas de relator, sendo R$ 1,1 bilhão em recursos alocados do Ministério da Educação – ou seja, é dinheiro indicado para a pasta, mas sem destinação definida.

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Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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