Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro voltou a atacar os programas de políticas públicas de saúde, agora por meio da suspensão de todos os exames de genotipagem de HIV e hepatite C, considerados fundamentais para quem vive com os vírus por ajudar a determinar a combinação de medicamentos a ser administrada.
A determinação foi feita por meio de uma nota informativa, divulgada em 02 de dezembro, em documento do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, e foi assinado por Angélica Espinosa Barbosa Miranda, diretora substituta do órgão.
A notícia foi dada no dia seguinte ao Dia Mundial da Luta contra a Aids, quando o Ministério da Saúde chegou a comemorar a primeira redução de notificações em uma década e a queda de mortalidade pela doença.
A justificativa para a interrupção se deu pelo término do contrato para a prestação de serviços, que não foi renovado a tempo. Os exames de genotipagem na rede pública eram realizados pela empresa Centro de Genomas desde 2015, mas o contrato venceu em novembro deste ano, e o pregão eletrônico para contratar o serviço novamente terminou em outubro – um processo dado como fracassado, pois a empresa ganhadora não enviou toda a documentação necessária.
Não é possível mensurar quantos cidadãos serão afetados pela falta desses exames, mas a pasta gerenciada pelo general Eduardo Pazuello indica que aproximadamente 900 mil pessoas com HIV estão em tratamento no Brasil. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Luiz Fonseca
7 de dezembro de 2020 10:24 pmSem deixar de lamentar mais esse golpe contra a saúde pública, a bem da verdade é bom que se diga que, no caso da infecção pelo HIV, o exame de genotipagem do vírus não é indispensável na maioria dos casos. E no programa nacional de HIV/aids inicia-se o tratamento de todos os pacientes sem esse exame, com sucesso em grande parte deles.