Indicação de Moro ao Supremo deve enfrentar resistência no Congresso

Parlamentares se movimentam para colocar em discussão a PEC da Bengala, que altera a idade de aposentadoria de ministros do STF. Se aprovada, não haverá vaga aberta para Moro no mandato de Bolsonaro

Foto: Agência Câmara

Jornal GGN – A nomeação de Sergio Moro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal deve enfrentar a resistência do Congresso. Segundo informações do Painel da Folha de S. Paulo desta segunda (13), atuais ministros da Corte já ficaram sabendo de movimentação da Câmara aprova a chamada PEC da Bengala, que adia a aposentadoria dos magistrados dos 75 para os 80 anos.

Se essa PEC for aprovada, não haverá vaga no STF disponível para Moro durante o mandato de Jair Bolsonaro. Pelas regras atuais, o decano Celso de Mello se aposenta em 2020, e Marco Aurélio Mello, em 2021.

“A medida está sendo rascunhada por caciques do Congresso há algumas semanas. A fala do presidente [Bolsonaro prometeu colocar à disposição de Moro a “primeira vaga” que abrir] em entrevista ao programa do jornalista Milton Neves, da rádio Bandeirantes, neste domingo, tende a dar gás ao movimento”, assinalou Painel.

Mesmo que a PEC não tenha andamento, a indicação de Moro também depende de aprovação do Senado, onde o ex-juiz da Lava Jato terá de passar por uma sabatina.

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