MEC vai tirar mais dinheiro das universidades federais

Porcentagem de corte no orçamento de 2021 deverá ser de 18,2%, o mesmo projetado para a pasta, o que representa R$ 1 bilhão a menos para o ensino superior

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Os planos do governo federal de prejudicar a educação pública seguem adiante: as despesas não obrigatórias do Ministério da Educação (MEC) vão sofrer um corte de 18,2% no orçamento de 2021, o que representa R$ 4,2 bilhões a menos para a pasta.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o porcentual de corte no orçamento para as universidades federais também deve ser de 18,2%, o que representa menos R$ 1 bilhão nos cofres das instituições de ensino para despesas não obrigatórias – como pagamento de terceirizados, contas de água e luz e manutenção dos programas de assistência estudantil.

Os valores constam de documento do Ministério da Economia, e um projeto de lei orçamentária será encaminhado para o Congresso Nacional. Dirigentes das universidades federais começaram a se mobilizar com parlamentares para reverter as previsões orçamentárias.

O prognóstico de corte ocorre no momento em que as universidades estão fechadas para conter o avanço do coronavírus, e passam por dificuldades tanto para manter as aulas à distância como para manter os estudantes de baixa renda.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) projeta que R$ 185 milhões deixarão de ser empregados no Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que oferece assistência à moradia estudantil, alimentação e transporte. O orçamento do PNAES atualmente é de R$ 1 bilhão.

Por conta do coronavírus, será preciso adaptar as instituições de ensino, e as universidades começaram a projetar seus gastos. Por exemplo: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê que os gastos para a retomada, apenas para a limpeza, podem ser de 30% a 50% maiores, enquanto o orçamento deve cair de R$ 374 milhões, em 2020, para R$ 303 milhões, em 2021.

 

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