MPF volta a investigar empresas financiadoras da ditadura militar

Trabalho coordenado pela procuradora regional da República, Eugênia Augusta Gonzaga, pretende embasar futuras ações de reparação

Reprodução

Jornal GGN – O Ministério Público Federal (MPF) retoma nesta terça-feira, 24, as investigações contra empresas que ajudaram a financiar a ditadura militar (1964-1985). Esse é um dos 10 pontos a serem apurados pelo grupo de trabalho formado na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), braço do MPF. 

As apurações iniciadas Comissão Nacional da Verdade (CNV), constituída no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, haviam sido paralisadas. As informações sobre as empresas que participaram da “caixinha da ditadura” estão reunidas na Operação Bandeirantes, conhecida como Oban.

Hoje, o grupo de cinco procuradores do MPF e coordenado pela procuradora regional da República, em São Paulo, Eugênia Augusta Gonzaga, realiza uma reunião sobre o tema com entidades civis. 

Segundo Eugenia Gonzaga, “o trabalho precisa ser desenvolvido no sentido de ouvir atores da sociedade civil, buscar testemunhas e provas de participação das empresas em ações com o objetivo de basear futuras reparações de danos causados a opositores do regime militar”, informou o Metrópoles. 

Eugenia presidiu a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos de 2014 até agosto de 2019, quando foi exonerada por Jair Bolsonaro (sem partido), que desde o início do governo se manifestou contra os trabalhos de reparação contra vítimas do período militar.

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