Nacionalismo de Trump compromete imagem norte-americana

Presidente (e candidato à reeleição) tirou foco do terrorismo e colocou na China, mas ‘poder brando’ do país mostra sinais claros de desgaste

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Donald Trump foi eleito com o discurso de acabar com as “guerras sem fim”. Quatro anos depois, o país pode ter conseguido evitar novas guerras, mas não trouxe os soldados alocados no exterior de volta, ao mesmo tempo em que o país disputa a liderança geopolítica pós-pandemia com a China.

Apesar disso, os resultados da postura nacionalista de Trump não foram vistos na economia (o déficit comercial cresceu, as exportações de itens agrícolas não subiram e os empregos industriais não voltaram), o que exigiu uma mudança de estratégia: Trump aumentou os ataques contra a China durante a pandemia, classificando o coronavírus como “vírus chinês”, mas não conseguiu culpar o rival pelas mais de 200 mil vidas perdidas nos Estados Unidos.

Pode-se dizer também que o desprezo de Trump pelo multilateralismo afetou diretamente o prestígio internacional norte-americano: o republicano não só retirou o país do Acordo de Paris como passou a boicotar o Órgão de Apelações da Organização Mundial do Comércio e, sob a justificativa de um suposto favorecimento à China, anunciou a saída da Organização Mundial da Saúde em plena pandemia.

Graças ao posicionamento de Trump, 84% dos entrevistados pelo Centro de Pesquisas Pew em 13 países aliados dos Estados Unidos consideram que o trabalho feito pelo país na gestão do surto foi ruim, e Trump foi considerado o líder internacional menos confiável, menos até do que o presidente da China, Xi Jinping. As informações são do jornal O Globo.

 

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