“O trapezista morre quando pensa que pode voar”, diz Gilmar sobre Deltan

Ministro do STF diz que novas mensagens da Vaza Jato provam envolvimento da PGR nos planos de poder da operação

Jornal GGN – Gilmar Mendes afirmou à jornalista Monica Bergamo que as novas mensagens divulgadas pela Folha de S. Paulo em parceria com o Intercept Brasil mostram que a força-tarefa da Lava Jato usou os aparelhos do Estado em favor de seu projeto de poder, que inclui – aí em alusão às palestras do procurador Deltan Dallagnol – planos de enriquecimento pessoal.

Para Gilmar, “o Brasil está diante da maior crise que se abateu sobre o aparato judicial desde a redemocratização”.

O ministro avaliou que as mensagens da Vaza Jato provam que os procedimentos da Lava Jato “atingiram, num só ato, dois pilares do sistema: a PGR e a Justiça Federal [onde Sergio Moro atuava].”

“As revelações da Folha explicitam os abusos perpetrados pela denominada força-tarefa. E reclamam as providências cabíveis por parte de órgãos de supervisão e correição”, continuou Mendes. “Como eu já havia apontado antes, não se trata apenas de um grupo de investigação, mas de um projeto de poder que também pensava na obtenção de vantagens pessoais”, diz.

Gilmar também comentou a informação de que Deltan sabia que a Receita Federal estava vasculhando as contas de sua esposa, a advogada Guiomar Mendes. Dados foram vazados à imprensa há alguns meses, também depois que o ministro começou a ser mais crítico à Lava Jato. Bergamo salientou em seu texto que Toffoli passou a ser alvo de investigação quando passou a tomar decisões que contrariam a operação.

“Com a publicação, hoje, desses diálogos, fica claro quem usou a Receita como um órgão de pistolagem. Como dizia Mario Henrique Simonsen, o trapezista morre quando pensa que pode voar”, finalizou.

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