2 de julho de 2026

PGR acata representação de Nassif contra governador do Rio

O caso foi para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em função da prerrogativa de foro de Witzel. O caso está sendo conduzido pela subprocuradora Lindora Maria Araújo.

A Procuradoria Geral da República acatou uma representação que fiz contra o governador Wilson Witzel, por abuso de autoridade e tentativa de intimidação, e encaminhou o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em função da prerrogativa de foro de Witzel. O caso está sendo conduzido pela subprocuradora Lindora Maria Araújo.

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No dia 4 de maio, Witzel produziu a cena dantesca, de entrar em um helicóptero para metralhar supostos locais de encontros de traficantes, em Angra dos Reis. Metralharam uma tenda que, soube-se depois, era de religiosos. Por sorte, não havia ninguém sob a tenda. Na hora, gravei um vídeo taxando sua atitude – e de sua política de segurança – de genocida.

Posteriormente, essa prática se confirmou. Após sua ordem da polícia, através de snipers, atirar “na cabecinha”, de quem portasse armas, várias pessoas foram mortas por engano.

A morte da criança Agatha por um policial – que confundiu com fuzil uma esquadria carregada por um motoqueiro – confirmou as consequências da política de Witzel.

O governador decidiu me processar por injúria – para fugir da exceção da verdade. Em vez de me denunciar à Justiça ou ao Ministério Público, fez através da sua Polícia Civil, com o claro propósito de me intimidar. A denúncia foi colocada na Delegacia de Crimes de Informática, nada havendo que justificasse a decisão. Afinal, a crítica foi feita abertamente, por uma pessoa identificada, em um sitio do GGN no Youtube.

Depois de algum tempo de investigação, o delegado que conduziu o inquérito sustentou que eu estaria fugindo do caso, por não ser localizado. Encaminhou a denúncia ao promotor que se deu conta que eu morava em São Paulo e só poderia ser ouvido por precatória.

A intimação foi encaminhado pela Polinter, a polícia estadual. E a recebi em casa, por dois policiais ostensivamente armados.

Em função disso, encaminhei uma representação à Procuradoria Geral da República, que encaminhou o caso para o STJ.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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13 Comentários
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  1. Jorge Aziz Mattos de Oliveira

    26 de novembro de 2019 7:36 pm

    Parabéns Nassif.

    Que mais fluminenses e brasileiros tomem atitudes como essas afim de barrar a naturalização da barbárie.
    Vamos acordar! Podemos fazer um mundo melhor e mais justo sem a necessidade de clamar aos céus, muito menos implantar um estado de exceção e de selvageria.
    Nós julgamos inteligentes e superiores? Provemos então!!

  2. paulo rosa

    26 de novembro de 2019 7:37 pm

    Parabéns Nassif, oxalá este desequilibrado mental, com posturas fascistas/genocidas, seja até mesmo impedido , pois reúne tudo o que não deveria para governar. Não tem condição de conduzir a própria residência.
    Coisas da era maldita bozozoica.

  3. Anônimo

    26 de novembro de 2019 8:09 pm

    Parabéns, Nassif. Processo esse senhor. A justiça, se for séria, deve punir o governador do Rio por todas as suas atrocidades.
    Tem meu apoio.
    Abraço
    Humberto

  4. AMORAIZA

    26 de novembro de 2019 8:23 pm

    “Gize-se” que o indigitado governante não entrou em helicópetero nenhum, nem estava armado, tampouco teria a intenção de ferir ou matar alguém.
    Aquele careca de óculos que o Nassif identificou como governador NÃO ERA ELE.
    Esse negócio de “sniper” é invenção do “noticiado”.
    Essas fotos, essas reportagens, esses tiros, os soldados, tudo fake?
    Leio e não acredito no quanto esse elemento autoritário é capaz de ser nóia.

  5. Nicia

    26 de novembro de 2019 9:23 pm

    Torcendo pelo pronunciamento do STJ. Valeu, Nassif!
    Te acompanho não é de hoje. GGN é leitura de todos os dias.

  6. Anônimo

    26 de novembro de 2019 9:26 pm

    Parabéns pela coragem Nassif!

  7. Sonia

    26 de novembro de 2019 10:50 pm

    Já estava agoniada sem saber que providências Nassif teria tomado contra o psicopata-governador! Ainda bem que estão caminhando!

  8. a.ali

    27 de novembro de 2019 12:40 am

    perfeito, nassif, nada de ajoelhar para esses canalhas… na maior torcida por vc.!

  9. Dermeval Santos Lopes Jr.

    27 de novembro de 2019 7:52 am

    Parabéns Nassif é o de menos,o de mais é que na ocasião que dois policiais provavelmente subornados,baterem na porta de Nassif a mando do Governador genocida WW,afirmei peremptoriamente que foi o maior que ele comentou dos milhares que comete todo.Tinha absoluta certeza que Nassif não iria barato.Conheço Nassif há muito tempo e sei como se comporta em situações como esta.

    1. Dermeval Santos Lopes Junior

      27 de novembro de 2019 10:14 am

      Por lapso faltaram as palavras:1) Foi o maior “erro”;2) Que comete todo “dia”;3) Não iria “deixar’.Minhas escusas.

  10. altamiro souza

    27 de novembro de 2019 8:02 am

    esperemos que esse tipo de politica no minimo equivocada do governador luminense seja punida revertendo esse estado de exceção – atira antes pra perguntar depois!. típicas de regimes fascistas e de ditaduras..
    parabéns ao nassif pela coragem de denunciar essas infamias…

  11. Edevigens Monteiro Cardozo

    27 de novembro de 2019 9:03 am

    Auschwitzel é a pior tragédia do Estado do Rio. Meu apoio ao Nassif, orgulho da profissão.

  12. +almeida

    27 de novembro de 2019 12:23 pm

    Salve! Salve!
    Mais um gol de Nassif para a valorosa equipe da verdadeira imprensa. Mais ponto para o jornalismo raiz, sério, corajoso e competente. O reconhecimento da PGR autentica a razão de Nassif, ainda que ela, a PGR, tenha estado muito distante do brilho e da coragem que já usufruiu da população. Reconhecer a denúncia é não enxergar absurdo e muito menos desatino e sim um competente, isento, sério e corajoso trabalho jornalístico, que muito raramente encontramos na grande mídia.

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