A Procuradoria Geral da República acatou uma representação que fiz contra o governador Wilson Witzel, por abuso de autoridade e tentativa de intimidação, e encaminhou o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em função da prerrogativa de foro de Witzel. O caso está sendo conduzido pela subprocuradora Lindora Maria Araújo.
No dia 4 de maio, Witzel produziu a cena dantesca, de entrar em um helicóptero para metralhar supostos locais de encontros de traficantes, em Angra dos Reis. Metralharam uma tenda que, soube-se depois, era de religiosos. Por sorte, não havia ninguém sob a tenda. Na hora, gravei um vídeo taxando sua atitude – e de sua política de segurança – de genocida.
Posteriormente, essa prática se confirmou. Após sua ordem da polícia, através de snipers, atirar “na cabecinha”, de quem portasse armas, várias pessoas foram mortas por engano.
A morte da criança Agatha por um policial – que confundiu com fuzil uma esquadria carregada por um motoqueiro – confirmou as consequências da política de Witzel.
O governador decidiu me processar por injúria – para fugir da exceção da verdade. Em vez de me denunciar à Justiça ou ao Ministério Público, fez através da sua Polícia Civil, com o claro propósito de me intimidar. A denúncia foi colocada na Delegacia de Crimes de Informática, nada havendo que justificasse a decisão. Afinal, a crítica foi feita abertamente, por uma pessoa identificada, em um sitio do GGN no Youtube.
Depois de algum tempo de investigação, o delegado que conduziu o inquérito sustentou que eu estaria fugindo do caso, por não ser localizado. Encaminhou a denúncia ao promotor que se deu conta que eu morava em São Paulo e só poderia ser ouvido por precatória.
A intimação foi encaminhado pela Polinter, a polícia estadual. E a recebi em casa, por dois policiais ostensivamente armados.
Em função disso, encaminhei uma representação à Procuradoria Geral da República, que encaminhou o caso para o STJ.
Jorge Aziz Mattos de Oliveira
26 de novembro de 2019 7:36 pmParabéns Nassif.
Que mais fluminenses e brasileiros tomem atitudes como essas afim de barrar a naturalização da barbárie.
Vamos acordar! Podemos fazer um mundo melhor e mais justo sem a necessidade de clamar aos céus, muito menos implantar um estado de exceção e de selvageria.
Nós julgamos inteligentes e superiores? Provemos então!!
paulo rosa
26 de novembro de 2019 7:37 pmParabéns Nassif, oxalá este desequilibrado mental, com posturas fascistas/genocidas, seja até mesmo impedido , pois reúne tudo o que não deveria para governar. Não tem condição de conduzir a própria residência.
Coisas da era maldita bozozoica.
Anônimo
26 de novembro de 2019 8:09 pmParabéns, Nassif. Processo esse senhor. A justiça, se for séria, deve punir o governador do Rio por todas as suas atrocidades.
Tem meu apoio.
Abraço
Humberto
AMORAIZA
26 de novembro de 2019 8:23 pm“Gize-se” que o indigitado governante não entrou em helicópetero nenhum, nem estava armado, tampouco teria a intenção de ferir ou matar alguém.
Aquele careca de óculos que o Nassif identificou como governador NÃO ERA ELE.
Esse negócio de “sniper” é invenção do “noticiado”.
Essas fotos, essas reportagens, esses tiros, os soldados, tudo fake?
Leio e não acredito no quanto esse elemento autoritário é capaz de ser nóia.
Nicia
26 de novembro de 2019 9:23 pmTorcendo pelo pronunciamento do STJ. Valeu, Nassif!
Te acompanho não é de hoje. GGN é leitura de todos os dias.
Anônimo
26 de novembro de 2019 9:26 pmParabéns pela coragem Nassif!
Sonia
26 de novembro de 2019 10:50 pmJá estava agoniada sem saber que providências Nassif teria tomado contra o psicopata-governador! Ainda bem que estão caminhando!
a.ali
27 de novembro de 2019 12:40 amperfeito, nassif, nada de ajoelhar para esses canalhas… na maior torcida por vc.!
Dermeval Santos Lopes Jr.
27 de novembro de 2019 7:52 amParabéns Nassif é o de menos,o de mais é que na ocasião que dois policiais provavelmente subornados,baterem na porta de Nassif a mando do Governador genocida WW,afirmei peremptoriamente que foi o maior que ele comentou dos milhares que comete todo.Tinha absoluta certeza que Nassif não iria barato.Conheço Nassif há muito tempo e sei como se comporta em situações como esta.
Dermeval Santos Lopes Junior
27 de novembro de 2019 10:14 amPor lapso faltaram as palavras:1) Foi o maior “erro”;2) Que comete todo “dia”;3) Não iria “deixar’.Minhas escusas.
altamiro souza
27 de novembro de 2019 8:02 amesperemos que esse tipo de politica no minimo equivocada do governador luminense seja punida revertendo esse estado de exceção – atira antes pra perguntar depois!. típicas de regimes fascistas e de ditaduras..
parabéns ao nassif pela coragem de denunciar essas infamias…
Edevigens Monteiro Cardozo
27 de novembro de 2019 9:03 amAuschwitzel é a pior tragédia do Estado do Rio. Meu apoio ao Nassif, orgulho da profissão.
+almeida
27 de novembro de 2019 12:23 pmSalve! Salve!
Mais um gol de Nassif para a valorosa equipe da verdadeira imprensa. Mais ponto para o jornalismo raiz, sério, corajoso e competente. O reconhecimento da PGR autentica a razão de Nassif, ainda que ela, a PGR, tenha estado muito distante do brilho e da coragem que já usufruiu da população. Reconhecer a denúncia é não enxergar absurdo e muito menos desatino e sim um competente, isento, sério e corajoso trabalho jornalístico, que muito raramente encontramos na grande mídia.