24 de junho de 2026

PGR endossa prisão domiciliar para Heleno, condenado como peça-chave do golpe

Gonet afirma que idade e Alzheimer justificam custódia domiciliar, sem alterar gravidade da pena por atuar no núcleo do golpe
O General Augusto Heleno, ex-ministro do GSI. Foto José Cruz/Agência Brasil

▸ PGR apoia prisão domiciliar para general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, detido por ordem do STF. Defesa alega Alzheimer.

▸ Heleno condenado a 21 anos por trama golpista liderada por Bolsonaro. STF entendeu uso do GSI para promover desinformação.

▸ Decisão sobre prisão domiciliar está com Moraes. Heleno está detido em Brasília. Defesa pede sigilo em audiência.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar ao general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Jair Bolsonaro (PL). O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, aponta a necessidade de reavaliar a situação do militar de 78 anos, que foi preso na última terça-feira (25) por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Durante o exame de corpo de delito realizado após a detenção, Heleno relatou que sofre de Alzheimer desde 2018. A defesa do ex-ministro protocolou um pedido de custódia domiciliar em função do quadro de saúde.

No documento, Gonet afirma que “as circunstâncias postas indicam a necessidade de reavaliação da situação do custodiado“. O procurador-geral defende que “a manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada, que poderá ser vulnerado caso mantido afastado de seu lar e do alcance das medidas obrigacionais e protecionistas que deverão ser efetivadas pelo Estado e flexibilização da situação do custodiado“.

Condenação por trama golpista

Augusto Heleno foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado. Ele foi apontado como parte do “núcleo crucial” de uma organização criminosa, liderada por Bolsonaro, com o objetivo de promover um golpe de Estado e manter o ex-presidente no poder após a derrota nas urnas em 2022. A Suprema Corte entendeu que Heleno utilizou a estrutura do GSI para propagar desinformação sobre urnas eletrônicas e contribuir com a execução do plano.

A prisão ocorreu após o caso transitar em julgado, o que significa que não cabem mais recursos da defesa. O general foi detido pela Polícia Federal (PF) e pelo Exército e encaminhado ao Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

O parecer da PGR argumenta que a situação de Heleno se assemelha à de outros condenados que tiveram a custódia domiciliar concedida pela Suprema Corte em caráter humanitário. A defesa apresentou prontuários e relatórios médicos que detalham o diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial, além de antecedentes de transtornos depressivo e misto ansioso depressivo.

Decisão final está com Moraes

A decisão de acatar o parecer da PGR e decretar a prisão domiciliar do condenado cabe ao relator do caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes. Heleno está preso no mesmo local que o general Paulo Sérgio Nogueira, condenado a 19 anos pela mesma trama golpista.

Os advogados de Heleno também solicitaram que a audiência de custódia, realizada na quarta-feira (26) por uma juíza auxiliar do STF, e o exame médico feito no Exército antes da prisão fiquem sob sigilo. A solicitação, que consta da ata da audiência, também será analisada por Moraes.

LEIA TAMBÉM:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Carlos

    29 de novembro de 2025 5:11 am

    Agora é tudo doente e velho. Agora precisam da família, da igreja, do c*.
    Mas tenham certeza que estes crápulas não teriam nenhuma complacência com os que não se submetessem caso tivessem êxito na intentona.
    O que estes marginais mostraram na pandemia ante a morte de centenas de milhares de brasileiros?
    Existiu uma única frase de alento e solidariedade destes patifes durante tanto sofrimento?
    Cadeia é pouco para eles, e se alguém deveria ser acometido de Alzheimer seria a população brasileira, mas apenas para esquecer está sucia na cadeia.

    1. Milton

      29 de novembro de 2025 8:57 am

      Mais um atuante criminoso, participou e comandou a horda bolsonarista. Quando foi preso está doente e não pode ficar na prisão, vai para casa curtir a liberdade. Me dá uma peninha . . . No tranco que vai quem será prisioneiro em cárcere duro será o povo brasileiro. A legislação é feita de e para os abusivos, corruptos e outros da mesma laia. Qualquer conversa sobre política teria que começar com “CONGRESSO INIMIGO DO POVO”.

Recomendados para você

Recomendados