A Polícia Federal já desvendou a autoria da carta escrita em 2022 para membros do alto comando do Exército, na tentativa de pressionar militares resistentes ao golpe a aderir à tentativa de ruptura democrática para manter Jair Bolsonaro no poder.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, quem escreveu a carta foi o coronel Giovani Pasini. Já o oficial Alexandre Bitencourt teria sido o último a editar o documento.
A carta foi citada no relatório da PF que embasou a operação Tempus Veritatis, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Consta que a carta foi fruto de uma reunião organizada pelo coronel do Exército Bernardo Romão Correia Neto, então assistente do comandante militar do Sul, apontado como um dos militares resistentes ao golpe.
Da reunião, Correia Neto – que está preso – extraiu a carta endereçada aos comandantes militares, cobrando adesão ao golpe. A carta também teria sido usada para pressionar o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes. >>> Ex-comandante do Exército revela por que não denunciou o plano golpista de Bolsonaro
A carta, segundo a PF apurou, foi parar nas mãos do então comentarista da Jovem Pan, Paulo Renato de Oliveira Figueiredo, que integrava o mesmo “núcleo criminoso” em que estavam Walter Souza Braga Netto, Ailton Gonçalves Moraes Barros, Correa Neto e Mauro Cid.
O grupo determinava “ataques pessoais direcionados a militares em posição de comando, que resistiam às investidas golpistas”, descreveu a PF, segundo despacho do ministro Alexandre de Moraes, a que o GGN teve acesso. >>> Como a Jovem Pan ajudou os militares bolsonaristas na tentativa de golpe
Leia também:
Deixe um comentário