21 de maio de 2026

Quem são os trabalhadores da Transição Energética?

Estudo Dieese/FUP/iCS Analisa Impactos no Setor de Petróleo e Gás
Reprodução

Estudo inédito analisa impacto da transição para economia de baixo carbono na cadeia de O&G, destacando perfil dos trabalhadores mais afetados.

Setor de O&G gera mais de 800 mil empregos formais, concentrados no Sul-Sudeste e Bahia, oferecendo empregos mais qualificados e melhor remuneração.

Pesquisa revela heterogeneidade nas condições de trabalho, remuneração e características dos segmentos, além da percepção das lideranças sindicais sobre o futuro do setor e da transição energética.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um estudo inédito realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS), traça o perfil dos trabalhadores da cadeia de valor de petróleo e gás (O&G) que serão mais afetados pela transição para uma economia de baixo carbono.

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Lançada na COP 30, em Belém, no Pará, a pesquisa busca fornecer subsídios para políticas e estratégias que garantam uma transição energética justa, alinhada com o futuro do trabalho no setor, conforme explica o economista do Dieese, Cloviomar Cararine.

O Cenário do Emprego no Setor O&G

A cadeia de valor de O&G é diversificada e grande.

  • Empregos Formais: Gerou mais de 800 mil empregos formais ao final de 2024 (dados RAIS, MTE, elaborados pelo Dieese). Este volume é comparável à população de cidades como São Bernardo do Campo (SP) ou Uberlândia (MG).
  • Concentração Geográfica: A mão de obra se concentra no eixo Sul-Sudeste (principalmente São Paulo e Rio de Janeiro) e na Bahia.
  • Segmentos: O maior empregador é o Comércio (66,5%), seguido pela Petroquímica (11,4%), E&P (7,7%), Transformação (5,5%), Refino (4,9%) e Transporte (3,9%).

O setor tem uma participação expressiva de 11% no PIB industrial brasileiro e oferece, em geral, empregos mais qualificados, com melhor remuneração e vínculos mais duradouros do que a média nacional (desconsiderando o Comércio de combustíveis).

Heterogeneidade e Qualidade do Emprego

A pesquisa revela grande heterogeneidade nas condições de trabalho entre os segmentos:

SegmentoCaracterísticas de TrabalhoRemuneração
E&P e RefinoAlta qualidade dos vínculos, maior presença de trabalhadores mais velhos, jornadas menores.Alta Remuneração: Na Petrobrás (que predomina nestes segmentos, além de Transporte), metade dos trabalhadores ganha mais de 10 salários mínimos.
ComércioCondições de trabalho inferiores à média nacional, com 70% ganhando até dois salários mínimos.Baixa.

Outras Constatações:

  • Gênero: Predomínio de mão de obra masculina, superior à média nacional.
  • Jornada: Jornadas de trabalho, na maior parte dos segmentos, acima de 40 horas semanais.
  • Iniciativa Privada: Grande participação em quase toda a cadeia, com exceção de E&P, Refino e Transportes, onde a Petrobras predomina.

Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, “o debate em torno da transição energética justa passa prioritariamente pela questão do trabalho”, sendo essencial conhecer o perfil do trabalhador para garantir seus direitos.

Percepção das Lideranças Sindicais

O estudo também captou a percepção de lideranças sindicais petroleiras sobre o futuro do setor e a transição energética:

  • Aquecimento Global: Cerca de 75,5% acredita que o aquecimento global é um dos maiores problemas da humanidade.
  • Exploração de O&G: A mesma proporção (75,5%) defende que o mundo deve continuar explorando e produzindo petróleo e gás, até que as alternativas energéticas estejam mais desenvolvidas.
  • Margem Equatorial: 83% das respostas foram favoráveis à exploração na Margem Equatorial, sendo a principal justificativa (47,7%) a necessidade de geração de recursos para o Brasil financiar a transição energética.
  • Impacto no Emprego: Em caso de redução da produção de O&G, a maior concentração de respostas (43,3%) acredita na realocação dos empregos em outros setores energéticos.

Nota da redação: Este texto, especificamente, foi desenvolvido parcialmente com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial na transcrição e resumo das entrevistas. A equipe de jornalistas do Jornal GGN segue responsável pelas pautas, produção, apuração, entrevistas e revisão de conteúdo publicado, para garantir a curadoria, lisura e veracidade das informações.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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