Receita investiga Gilmar e inaugura o estado policial no país

Ministro do Supremo abriu reclamação na Procuradoria e na Receita e alega abuso de poder e tentativa de atingir sua reputação

Segundo Veja, especialistas que analisaram os dados da investigação da Receita acharam a conclusão contra o ministro e esposa “acoçada”

Jornal GGN – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Albuquerque, estão sendo investigados pela Receita Federal desde maio de 2018, sob a suspeita de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, corrupção e ocultação de patrimônio. A informação foi revelada pela revista Veja nesta sexta (8).

A publicação divulgou um trecho do documento da Receita que diz que “o tráfico de influência normalmente se dá pelo julgamento de ações advocatícias de escritórios ligados ao contribuinte ou seus parentes, onde o próprio magistrado ou um de seus pares facilita o julgamento. O escritório ou empresa ligada ao contribuinte também poderá estar sendo utilizada com o intuito de lavagem de dinheiro.”

De acordo com Veja, em 2015, Gilmar teve uma variação patrimonial de R$ 696 mil “sem explicação”, e Guiomar apresentou “indícios de lavagem de dinheiro”. “Embora a movimentação financeira do casal seja alta (apenas em 2016, foram R$ 17,3 milhões), especialistas ouvidos pela colunas acharam a conclusão do relatório acoçada”, diz o veículo.

Procurada, Guiomar se disse perplexa e indignada, e colocou à disposição da reportagem “as reuniões de contas do escritório que me dizem respeito, com a devida relação dos processos em que atuei e respectivos valores recebidos, bem como movimentação bancária e declarações de rendimentos apresentadas junto à Receita Federal com discriminação detalhada de bens e valores absolutamente compatíveis com os ganhos que obtive”.

Gilmar Mendes entrou com uma petição na Procuradoria Geral da República e na Receita, alegando “abuso de poder por agentes públicos para fins escusos”, numa estratégia de ataque “reputacional”. O ministro alegou que as ilações atingiam não só sua imagem, mas o “todo o Poder Judiciário”.

15 comentários

  1. Qual o significado em ser supremo no país mais corrupto do mundo e passar uma geração inteira, remando contrariamente ao processo de moralização? Há interesse para essa nação que o supremo tenha poderes ilimitados e incontestáveis? O supremo deve originalmente ser o guardião da constituição e parar de interferir interesseiramente em assuntos fora dessa alçada. Pode haver um poder imune de qualquer fiscalização? Acima de qualquer lei? Mesmo com tantos e vários indícios de envolvimento com o crime e favorecimento advocatícios à quadrilha política? Ah, mas só o próprio supremo pode investigar esse caso! E é exatamente por isso que o crime nacional anda desenfreado, pois o supremo não pune ninguém, nunca, a não ser em casos raríssimos e com interesses nada pudícios! Ou definimos qual a exata função do STF ou seremos eternamente vítimas de suas majestades ungidas e santificadas! Enquanto a massa bovina permanece adorando os advogados que defendem sempre os bandidos com as brechas da lei, os verdadeiros homens de bem, trabalham desesperadamente para colocar a sociedade em ordem e os poderosos vagabundos no seu lugar de parasitas. É árdua a luta contra os eternos cegos que acreditam na melhora de boa fé de todo um sistema doente! O mínimo que deuses da moralidade teriam obrigação de fazer é ter todas as contas abertas para que possa ter qualquer confiança. O que tanto tem a esconder? Sim, tem o legítimo direito à intimidade e privacidade, mas abusam desse direito inalienável para causas pornográficas em prejuízo a um país inteiro e nisso não há qualquer interesse para a coletividade, que é um valor muito maior que uma suposta supremacia!

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