Roraima tem autonomia de geração energética para três dias

Usinas térmicas sustentam demanda após fim de acordo com Venezuela; Estado deve garantir ao menos oito dias de autonomia para atender população

Boa Vista, capital de Roraima. Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista

Jornal GGN – O caos no abastecimento elétrico da região Norte não está restrito ao Amapá: em Roraima, a autonomia da concessionária local de energia responsável pelo abastecimento de Boa Vista e região é de três dias – ou seja, se o combustível que abastece as usinas térmicas da região não for reposto, o sistema pode colapsar em 72 horas.

Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) chegou a enviar na última semana um ofício ao presidente da concessionária Roraima Energia, Orsine Rufino de Oliveira, para determinar que a empresa responsável pelo abastecimento faça a recomposição do volume de estoque de combustível.

A precariedade no volume de reservas também descumpre as regras do Ministério de Minas e Energia – em 2017, a pasta editou uma portaria determinando que o Estado precisa ter uma reserva de pelo menos oito dias de autonomia para atender aos 605 mil moradores do Estado.

A dependência de Roraima das termelétricas se deve a dois motivos: o primeiro, o Estado é o único do Brasil que não foi conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que poderia direcionar parte do abastecimento nacional para atender à demanda.

E o presidente Jair Bolsonaro também tem influência no caos de Roraima – em 2019, o Estado parou de importar energia da Venezuela, até então responsável por 80% do abastecimento do Estado, por conta do acirramento com o governo de Nicolás Maduro.

 

 

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