Ruptura democrática não é questão de se, mas quando vai acontecer, diz Eduardo Bolsonaro

"Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos, mas, falando bem abertamente, não é mais uma opinião de se, mas de quando isso vai ocorrer", disparou

Jornal GGN – O deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou durante uma live no canal Terça Livre, na noite de quarta (27), que a “ruptura” na democracia brasileira não é mais questão de “se”, mas “quando” vai acontecer. A escalada autoritária, escancarada pelo filho do presidente Jair Bolsonaro, ocorreu no mesmo dia em que o blogueiro Allan dos Santos (dono do Terça Livre) e outros empresários e militantes bolsonaristas foram alvos de busca e apreensão pela Polícia Federal, no âmbito do inquérito das fake news.

Eduardo defendeu que a postura do Supremo Tribunal Federal, que instaurou o inquérito de ofício, ignorando pedido de arquivamento da Procuradoria-Geral da República, é “ditatorial” e não merece ser respeitada.

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“Eu até entendo quem tenha uma postura mais moderada, vamos dizer, para não tentar chegar em um momento de ruptura, um momento de cisão ainda maior, um conflito ainda maior. Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos, mas, falando bem abertamente, opinião do Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opinião de se, mas de quando isso vai ocorrer.”

Eduardo também disse que o governo, o Congresso e o próprio STF devem estar discutindo esse momento de ruptura. “Não se engane, as pessoas discutem isso. Essas reuniões que o Allan está falando, entre altas autoridades, até a própria reunião dentro de setores políticos, eu, Bia, etc. A gente discute esse tipo de coisa, porque a gente estuda história, a gente sabe que a história vai apenas se repetindo. Não foi de uma hora para outra que chegou a ditadura na Venezuela.”

Em seu discurso, Eduardo repete a mesma postura de Jair Bolsonaro na reunião ministerial. Denota que o núcleo presidencial não vai aceitar qualquer tentativa de ser retirado do poder, seja por pedido de impeachment por “filigranas”, seja por um inquérito do STF que eles consideram inconstitucional.

“A gente não pode permitir que isso aconteça. A gente tem que diagnosticar o problema, deixar a sociedade ciente do problemas e depois tomar algumas atitudes, porque é inadmissível isso que o ministro Alexandre de Moraes [relator do inquérito das fake news] e Celso de Mello [relator do inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF] tão fazendo com a democracia brasileira.”

Eduardo também deixou claro que a crise pode chegar ao ponto em que seu pai não terá “mais saída” e terá de tomar uma “uma medida enérgica”, sendo taxado de “ditador”. Mas, para o deputado federal, o “ditador nessa história” é o Supremo.

Também estavam presentes na live ao vivo no youtube Olavo de Carvalho, Italo Marsili e Bia Kicis. Com 4 horas de transmissão, o vídeo tem quase 800 mil visualizações até a manhã desta quinta (28).

 

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