Sem provas de sua delação, Delcídio não quer nem cumprir serviço comunitário

O ex-petista alega que o trabalho que desenvolve em fazenda que possui no interior do Mato Grosso toma muito de seu tempo e o impossibilita de prestar o serviço comunitário compulsório por 7 horas toda semana, durante 6 meses

Senador Delcidio do Amaral participa de reuniao do conselho de etica do Senado

Jornal GGN – O ex-senador Delcídio do Amaral, cujo mandato foi cassado a reboque das revelações da Lava Jato, entrou com um recurso na Justiça para não ser obrigado a cumprir a pena de prestação de serviço social estabelecida no acordo de colaboração premiada que ele fechou com a Procuradoria Geral da República.

O ex-petista alega que o trabalho que desenvolve em fazenda que possui no interior do Mato Grosso toma muito de seu tempo e o impossibilita de prestar o serviço comunitário compulsório por 7 horas toda semana, durante 6 meses.

As informações do recurso ao Supremo Tribunal Federal foram divulgadas pela revista Época nesta quinta (7). A publicação frisou que a delação de Delcídio não serviu de base para nenhuma condenação na Lava Jato ou outro operação, por falta de provas. Em processo envolvendo o ex-presidente Lula, aliás, a Procuradoria solicitou a anulação do benefício concedido ao ex-senador.

“(…) o caso de Delcídio mostra que uma delação, mesmo sem provas, tem o poder de limar políticos suspeitos da vida pública – ainda que não haja punição judicial”, comentou a revista, numa tentativa de valorizar o ocaso do ex-senador.

Em vez de prestar serviço comunitário, Delcídio pede que a Justiça estabeleça uma multa em dinheiro para que ele possa pagar e “continuar recluso à vida rural que o acolheu nos últimos anos.”

“O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai decidir se é possível substituir esse tipo de pena, que foi acertada diretamente com a PGR e homologada pelo tribunal.”

Ex-líder do governo, Delcídio acusou Dilma Rousseff e Lula em acordo de delação premiada. No processo envolvendo a compra do silêncio de Nestor Cerveró, Lula foi absolvido pela falta de provas nas acusações feitas pelo ex-senador.

Com passagem na Petrobras nos anos FHC, Delcídio tem proximidade com Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal que também foi agraciado com acordo de colaboração. Ambos relataram em alguns depoimentos que desde a crise do apagão energético do governo do ex-presidente tucano, é que recebiam propina de empresas por contratos com a Petrobras.

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