O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a movimentação para 2026 em São Paulo, mirando as duas vagas do Senado e a formação de uma chapa com as ministras Simone Tebet e Marina Silva, ao lado do ministro Fernando Haddad, que ainda precisa ser convencido a disputar o governo estadual.
As duas ministras despontam como nomes de peso para o Senado em São Paulo. Simone Tebet (MDB) negocia a transferência de seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul, enquanto Marina Silva (Rede) avalia disputar a vaga, com conversas sobre possível retorno ao PT e diálogo com outras legendas progressistas. A informação é do jornal O Globo.
Tebet confirmou conversas diretas com Lula durante a viagem presidencial ao Panamá, mas destacou que nenhuma decisão foi tomada. “Discutimos apenas a minha candidatura ao Senado. Fizemos alguns raciocínios para ver onde posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada. Ele queria me ouvir”. Para o entorno do presidente, São Paulo oferece cenário mais favorável do que o Mato Grosso do Sul, onde o MDB local se aproximou do bolsonarismo.
Já a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que pretende se reunir em breve com Lula para definir “a melhor forma de contribuir” com o futuro do país.
Senado e a democracia brasileira em 2026
Enquanto a movimentação de Lula avança, vale destacar o alerta do cientista político Castro Rocha, em entrevista à TV GGN, sobre o plano futuro da extrema-direita para governar o país em 2026, mesmo que perca a presidência.
Rocha ressaltou que a estratégia do grupo não se limita à visibilidade midiática, mas busca atuar de forma institucional. A meta é conquistar o Senado e outras esferas-chave do Estado, criando mecanismos de influência mesmo fora do Executivo.
Ele lembrou o exemplo da Hungria de Viktor Orbán, onde a extrema-direita consolidou poder por meio de mudanças na legislação eleitoral, indicações de juízes e controle de veículos de comunicação, configurando um modelo de atuação institucional que garante influência política duradoura.
“No Brasil, se a extrema direita conseguir eleger uma bancada estratégica no Senado, terá capacidade de bloquear políticas progressistas, influenciar decisões orçamentárias e minar a democracia de dentro para fora”, explicou Rocha.
Ele alerta que, diferentemente de gestos isolados, essa estratégia exige coordenação a longo prazo, mirando partidos, tribunais e pautas legislativas, um tipo de operação silenciosa e estrutural que não depende apenas da visibilidade de figuras como Bolsonaro ou de movimentos de mídia digital.
Por isso, a atenção ao Senado e a outras esferas estratégicas do Estado é considerada central na avaliação de riscos para a democracia em 2026.
Assista ao alerta feito pelo professor Castro Rocha à TV GGN:
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