Superávit em transações correntes atinge US$ 202 milhões em novembro

Déficit em 12 meses passa a representar 0,82% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central

Jornal GGN – O superávit em transações correntes apresentou um saldo positivo de US$ 202 milhões no mês de novembro, o sétimo superávit em oito meses e o maior resultado para o mês desde 2006, segundo dados do Banco Central.

“Essa reversão seguiu a tendência observada nos últimos meses e decorreu das reduções de US$2,8 bilhões e de US$507 milhões nos déficits em renda primária e serviços. O superávit da balança comercial de bens manteve o nível do ocorrido em novembro de 2019”, diz a autoridade monetária, em relatório. O déficit em transações correntes somou US$12,2 bilhões (0,82% do PIB) nos doze meses encerrados em novembro, ante um déficit de US$15,5 bilhões (1,02% do PIB) nos doze meses até outubro.

O déficit na conta de serviços totalizou US$1,8 bilhão no mês, recuo de 22,3% ante novembro de 2019, quando atingiu US$2,3 bilhões. A conta de viagens internacionais permanece evidenciando os impactos da pandemia, com diminuição interanual de 81,9% nas despesas líquidas, para US$144 milhões em novembro de 2020, ante US$792 milhões em novembro de 2019.

Em novembro de 2020, o déficit em renda primária recuou 73,4% em relação a novembro de 2019 e totalizou US$1 bilhão. Segundo o BC, as despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$157 milhões, bem abaixo dos US$ 2,8 bilhões apurados em novembro de 2019. Esse resultado decorreu da combinação de diminuição nas despesas em US$2,2 bilhões, para US$1,7 bilhão, e do aumento nas receitas em US$ 518 milhões, para US$ 1,5 bilhão.

As despesas líquidas com juros somaram US$881 milhões no mês, retração de 17% ante o visto no ano anterior, com recuo das receitas e das despesas. No ano, o déficit em renda primária totalizou US$35,1 bilhões, 31,3% inferior aos US$ 51,2 bilhões registrados em período correspondente de 2019.

 

 

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