Guedes admite que beneficiários do Bolsa-Família podem não receber 13º

Pagamento não será feito “porque não houve provisão”, disse ministro, que também defendeu vacinação em massa para retomada da economia

Ministro da Economia, Paulo Guedes FOTO: EDU ANDRADE/Ascom/ME (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que o governo não encaminhou ao Congresso a proposta para pagamento do abono natalino aos beneficiários do programa Bolsa-Família, para não cometer crime de responsabilidade.

“Sou obrigado, contra minha vontade, a recomendar que não pode ser dado o 13º do Bolsa Família”, disse Guedes. “É lamentável, mas precisa escolher entre um crime de responsabilidade (13º) e a lei.”

Em entrevista concedida para fazer um balanço do governo, o ministro da Economia afirmou que o pagamento extra aos beneficiários seria crime de responsabilidade “porque não houve provisão”.  O 13º salário para os favorecidos pelo Bolsa-Família foi pago pela primeira vez em 2019, após promessa eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.

Pode-se dizer que o pronunciamento de Guedes contraria o próprio presidente que, em sua live semanal realizada nesta quinta-feira (17/12), afirmou que não teve 13º “porque o presidente da Câmara deixou MP caducar” – em um ataque ao deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que não só chamou o presidente de “mentiroso” como avisou que pautaria a criação do 13º ainda nesta sexta-feira (18/12), por meio da Medida Provisória 1.000, que estendeu o auxílio emergencial até o fim do ano.

Vacinação para impulsionar a economia

Paulo Guedes também defendeu a liberação de R$ 20 bilhões em recursos para o programa nacional de imunização. “O capítulo mais importante vem agora, que é a vacinação em massa. São mais R$ 20 bilhões para a vacinação em massa dos brasileiros”, disse. Embora defenda que a vacinação seja opcional, o ministro ressaltou que as vacinas são importantes para sustentar a retomada da economia, garantindo a volta da população ao trabalho presencial.

“O retorno seguro ao trabalho exige a vacinação em massa da população brasileira. É uma vacinação voluntária e o que o governo tem que fazer é disponibilizar todas as vacinas para a população de forma voluntária e gratuita. Qualquer brasileiro pode escolher a vacina que ele quer tomar, não paga pela vacina e escolhe a vacina se quiser tomar. Essa vacinação gratuita de forma voluntária para os brasileiros é o que nós precisamos para que a asa da saúde bata ao mesmo tempo da asa da recuperação econômica”, afirmou.

 

(Com O Estado de S.Paulo e Agência Brasil)

 

Leia Também
Filas retornam a agências da Caixa e preocupam bancários
Na fatídica live de quinta, Bolsonaro critica STF, diz que tem pouca vacina e elogia Nunes Marques
Câmara aprova mudanças do Senado no texto-base do Fundeb
Maioria do STF decide pela vacinação obrigatória contra a Covid-19

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora