Taxa de desemprego atinge 13,6% em agosto, segundo IBGE

População desocupada chega a 12,9 milhões de pessoas; afastamento por conta do isolamento social permanece em queda

Foto: Jorge Araujo/FotosPublicas

Jornal GGN – A taxa de desocupação no mercado de trabalho brasileiro subiu 0,5 ponto percentual entre os meses de julho e agosto, passando de 13,1% para 13,6%, segundo os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Covid-19 divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa apurada em agosto foi maior que em julho nas Regiões Norte, Nordeste e Sudeste, manteve-se inalterada na Região Centro-Oeste, e caiu apenas na Região Sul. Os valores das taxas de desocupação, em ordem decrescente, em agosto, foram: Nordeste (15,7%), Norte (14,2%), Sudeste (14,0%), Centro-Oeste (12,2%), e Sul (10,0%).

Já a população desocupada, que era de 10,1 milhões no começo da pesquisa, passou para 12,3 milhões em julho e, agora, chega a 12,9 milhões de pessoas (aumento de 5,5% na margem e de 27,6% desde o início da pesquisa). A Região Sul foi a única a apresentar queda da população desocupada (-2,3%). Nordeste (14,3%) e Norte (10,3%) apresentaram as maiores variações.

Dos 82,1 milhões de ocupados em agosto, 6,7 milhões estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência, dos quais 4,1 milhões estavam afastados devido ao distanciamento social, representando, respectivamente, quedas de 31,3% e 38,9% em relação ao total de pessoas afastadas verificado em julho. Estes indicadores vêm apresentando quedas sucessivas desde o início da pandemia, à medida em que as restrições de isolamento vão sendo abrandadas pelo Brasil, e já acumulam quedas de 64,7% e 73,6% respectivamente.

Um reflexo do avanço no processo de retomada gradual das atividades foi o segundo aumento consecutivo, tanto no âmbito nacional quanto em todas as Grandes Regiões, do número de horas efetivamente trabalhadas para as pessoas ocupadas. O número médio de horas habituais foi de 40,1 horas por semana e as que de fato foram trabalhadas na semana de referência foi, em média, de 34,1 horas.

O contingente de trabalhadores considerados informais ficou em 27,9 milhões de pessoas em agosto. Com isso, a taxa de informalidade permaneceu estável entre julho (33,6%) e agosto (33,9%).

 

 

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