Vice-governador do RJ é descrito como ‘cria’ da Alerj

Cláudio Castro tem boa relação com família Bolsonaro, mas desconfia de fogo amigo; ele assume caso Witzel sofra impeachment

Cláudio Castro, vice-governador do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – O processo de impeachment contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, colocou o nome do vice Cláudio Castro nos holofotes. Há quatro anos, ele era chefe de gabinete do deputado estadual Márcio Pacheco (PSC), com quem trabalhou na Casa por 11 anos. Eleito vereador em 2016, ele teve sua trajetória interrompida para formar chapa  com o então ex-juiz federal.

Segundo informações do jornal O Globo, Castro já se queixou a aliados sobre o fato de estar na linha de sucessão ser uma faca de dois gumes: ele virou alvo do próprio Palácio Guanabara, que estaria elaborando um levantamento para enfraquecê-lo, uma vez que o vice assumiu a articulação política de Witzel depois da saída de André Moura da Secretaria da Casa Civil.

No entanto, Witzel também é criticado por sua postura soberba por outras autoridades, enquanto Castro é mais acessível e conhecido dos deputados a ponto de ser chamado de ‘cria’ da Alerj – e tal proximidade facilitaria a barganha de cargos.

Outro ponto que conta a favor de Castro é o relacionamento com a família Bolsonaro: o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) disse a interlocutores que tem uma relação cordial com Castro, embora não converse com ele desde o agravamento dos atritos com Witzel, em setembro de 2019. E Cláudio Castro tem dito que vai procurar Jair Bolsonaro para “pacificar a relação” entre os poderes.

 

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